Marisa Monte de Oliveira, 31 anos, é uma contadora de histórias. Ela começou a contar histórias há 12 anos e trabalha com arte há 22 anos.
Segundo Marisa, para ser uma contadora de histórias é preciso ter muita imaginação, capacidade de sonhar e uma pitada de magia.
“Eu testo todas as minhas histórias com o meu filho. Se eu vou fazer uma bruxa, faço a voz, o caminhar da bruxa para ele ver. Se ele aprovar, já sei que estou no caminho certo”, revela Marisa sobre como acontece o processo de criação do seu trabalho.
Ela conta histórias para adultos e crianças, mas prefere as infantis. “A criança é muito verdadeira. Se ela gostar é porque gostou de verdade. Não tem como colocar uma máscara de fazer de conta. Também é preciso acreditar que um tecido é um boneco e fazer com que as outras pessoas também acreditem”, diz.
Às vezes, ela gosta de escrever as histórias que conta, mas nunca chegou a escrever um livro - isso faz parte dos seus projetos para o futuro.
Marisa gosta de usar materiais diversos. Transforma uma garrafa em boneco. Um pedaço de pano em boneco... “Isso é legal porque são coisas que as crianças têm em casa”, revela.
Para onde vai, a contadora carrega seu baú, “cheio de segredos”. “Aqui tem tudo que eu preciso para contar as histórias.”
Ela retira de contos e fábulas antigas a maioria das histórias que conta. “Eu faço uma pesquisa em cima daquele texto.”
Repórter mirim: Isabela Morales Aquino, 12 anos, 6.ª série da Escola Estadual. Professor Antônio Guedes de Azevedo.