09 de julho de 2026
Regional

Estudo vai mapear hepatite C em deficientes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma pesquisa inédita será feita no próximo domingo (dia 4), durante a VII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo. A ONG C Tem que Saber C Tem que Curar, em parceria com a Unesp de Botucatu e o Grupo de Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, quer saber quantos, qual a idade e há quanto tempo os portadores de deficiência física estão contaminados com o vírus da hepatite C.

É a primeira vez que os portadores de deficiência física terão a oportunidade de realizar o teste que detecta a hepatite C. Através de uma gota de sangue retirada da ponta do dedo é possível detectar a doença.

A população focada pela ação pertence ao grupo de risco, especialmente aqueles que perderam algum órgão do corpo e receberam transfusão de sangue antes do anos de 1993, quando não havia controle pela falta do diagnóstico.

Segundo o presidente da ONG C Tem que saber C tem que Curar, Francisco Martucci aquelas pessoas que portarem a doença, ou seja aquelas em que o teste positivar para hepatite C serão encaminhados para o Hospital Dante Pavanezzi na Capital. “Os portadores encontrados vão para o hospital Dante Pavanezzi. Em uma semana vão ser tratados. Em tratamento a chance de cura é de 50%.”

No Estado de São Paulo, avisa Martucci, há perto de um milhão de portadores da hepatite C. “A maioria ainda não sabe que tem a doença, porque os sintomas só aparecem quando o fígado já está comprometido.” Os dados da pesquisa servirão para que o departamento de Gastroenterologia da Unesp/Botucatu trace uma rota do vírus, comenta o presidente da ONG.

Para ele, a ONG e seus parceiros na luta pelo diagnóstico da hepatite C estão ocupando um espaço em que o poder público age. “O Estado não faz busca ativa dos portadores. Existe total ausência de campanhas oficiais”, alerta.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, a hepatite C contamina entre 3 e 4 milhões de brasileiros, ou seja, aproximadamente um a cada 50 sintomas a não ser em fase terminal que é a cirrotização do fígado.