Rio - Um tiroteio no morro do Pavão/Pavãozinho, em Copacabana (zona sul do Rio), fez com que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela fossem interrompidas na manhã de ontem. Um homem suspeito de ser o gerente do tráfico no morro Pavão-Pavãozinho em Copacabana, zona sul do Rio, foi preso ontem durante operação no local com uma carteirinha de vigia na obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela. Mesmo sendo considerado o número 2 na hierarquia do tráfico na região, a polícia levou dez horas para conseguir um mandado de prisão contra Adauto do Nascimento Gonçalves, 28 anos, o Pitbull. Ele foi preso em casa desarmado.
Sem o flagrante, a polícia recorreu a uma investigação em curso na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Escutas telefônicas feitas pela delegacia indicavam a associação de Pitbull ao tráfico no morro. Às 18h10, foi assinado o mandado de prisão por associação ao tráfico. Pitbull assume que foi gerente do tráfico antes e depois de sair da prisão - por porte ilegal de armas -, em 2006. “Não podia sair da prisão e sair logo do movimento, sendo que todo mundo mandava dinheiro para mim (na prisão).” Ele afirma que saiu do tráfico em 2007.
O delegado da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Marcos Vinicius Braga, afirmou que a polícia investiga a inscrição de traficantes em obras do PAC.
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que há 20 dias pediu às empresas responsáveis pelas obras do PAC - além do Pavão-Pavãozinho, no complexo do Alemão, Manguinhos e Rocinha - uma lista com os nomes dos contratados. A OAS, responsável pela obra, afirmou em nota que “a exigência de “nome limpo’ é conduta discriminatória.