08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Reflexos da desigualdade


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É fato que no Brasil a democracia não é para todos, seja no cumprimento das leis ou na corrupção da política. A posição de país emergente e possível credor mundial apenas aumentou a popularidade do presidente e não trouxe benefícios à população. Diante disso, dificulta-se o julgamento dos que agem do jeitinho brasileiro.

Sabidamente as leis vigoradas no Brasil apenas servem de suporte para advogados encontrarem falhas em benefício próprio. No país estereotipou-se que burlar normas é ser mais inteligente e com isso certos valores foram esquecidos.

Ademais, as notícias de escândalos e fraudes aos cofres públicos são acontecimentos corriqueiros para os brasileiros, acostumados a verem o dinheiro dos impostos transformarem-se em mansões e carros de luxo procuram maneiras de enganar o próximo para sentirem-se mais espertos.

Há de se mencionar que tal situação é herança do colonialismo. Portugal ficou com o lucro do comércio e fez com que os pioneiros já encontrassem maneiras para pagarem menos impostos e assim continua até os dias atuais, apenas a metrópole mudou o nome para Palácio do Planalto.

As taxas abusivas dos impostos e o fato de que os ricos pagam menos está intrínseco à divisão de classes no Brasil, que mesmo não existindo as castas vêem a ascensão social cada vez mais distante.

Diante do exposto acima, é difícil aceitar que os brasileiros tenham esperança e procurem ajudar o país a crescer, o sonho é ter uma estabilidade financeira e alçar a aposentadoria o quanto antes. A mudança de atitude deve começar dos administradores do país que são os representantes eleitos e têm o poder de exterminar a corrupção e com isso gerar um ambiente de confiança.

Juliana Alcarde Rudine