Enrolados em uma camiseta, quatro telefones celulares foram encontrados na tarde de anteontem no Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru. Nenhum detento foi relacionado aos aparelhos, que foram apreendidos. Ainda na segunda-feira, ao ser abordado por dois agentes penitenciários, um reeducando os empurrou e em seguida abandonou a unidade.
Por volta das 15h de anteontem, os agentes penitenciários de segurança encontraram os celulares. De acordo com um funcionário, que preferiu não ter o nome divulgado, não foi possível identificar nenhum reeducando que pudesse ser o dono dos aparelhos. “Caso o telefone fosse encontrado com alguém, ele perderia o benefício da semi-liberdade”, explica.
O mais curioso é que dentro do IPA estão instalados 12 telefones públicos, que fazem chamadas a cobrar e recebem ligações. “E durante as visitas, os familiares levam cartões telefônicos para os presos”, conta o funcionário. Porém, os celulares podem ser utilizados para a prática de golpes, como o do falso-seqüestro, e também para coordenar ações criminosas fora da unidade. Entretanto, isso é mais comum nas unidades de regime fechado.
Como o IPA é destinado à semi-liberdade, o agente avalia que isso dificulta a fiscalização por parte dos funcionários, já que muitos reeducandos passam o dia fora da unidade. Além, disso a área do instituto é muito grande, o que torna ainda mais complicada o trabalho dos agentes.
Outro problema registrado na tarde de anteontem foi o abandono de um reeducando. De acordo com informações obtidas pelo Jornal da Cidade, o detento estava em atitude suspeita e foi parado por dois agentes. Eles tentaram revistar o homem, que resistiu à intervenção dos funcionários. Os agentes ainda tentaram deter o preso, que conseguiu empurrá-los e escapar da unidade.