11 de julho de 2026
Nacional

Centrais sindicais gastam R$ 6,5 milhões com festa do trabalhador

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - CUT, Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) comemoram hoje o Dia do Trabalho com megafestas, shows populares e atos políticos na Capital e na Grande São Paulo orçadas em R$ 6,5 milhões. As centrais pretendem reunir ao menos 3,5 milhões de pessoas nos eventos. A Força vai sortear dez carros zero-quilômetro e cinco apartamentos. A UGT, um veículo e prêmios (televisores, vale-compras de lojas).

As centrais levam aos palcos do 1 de Maio uma reivindicação em comum: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição nos salários. Pela lei, a jornada permitida é de 44 horas. Para custear as festas, as centrais usam a mesma fórmula de anos anteriores - a venda de espaços publicitários a empresas estatais e privadas que “compram” cotas de patrocínios nos palcos e nos arredores dos locais das festas. “É uma fórmula que deu certo, buscar o patrocínio de empresas e combinar lazer, entretenimento e manifestação política”, diz o marqueteiro André Guimarães, que fez as megafestas da Força Sindical por sete anos, depois migrou para a CUT por mais quatro e neste ano estréia na organização da festa da UGT (central sindical que resultou da fusão de CGT, SDS e CAT).

A Caixa Econômica Federal deu R$ 630 mil para as três centrais - R$ 300 mil para a CUT, R$ 200 mil para Força e R$ 130 mil para a UGT - para várias ações de cidadania e festas, segundo a instituição. A Petrobras informa que é “tradicionalmente patrocinadora dos eventos relacionados ao Dia do Trabalhador” e neste ano concedeu R$ 800 mil a três centrais - CUT (R$ 400 mil para quatro ações paralelas ao 1 de Maio), Força (R$ 250 mil) e UGT (R$ 150 mil).

A Eletrobrás também patrocinou a festa da UGT com R$ 100 mil, segundo informa a central. A CUT faz eventos hoje no autódromo de Interlagos (Santo Amaro), em São Bernardo (paço municipal), em Guarulhos e no Centro de Tradições Nordestinas (zona norte). Além das estatais, a central obteve patrocínio de empresas como AmBev, Telefônica, Nestlé, Braskem, empreendimento Bairro Novo, Embraer, para custear os R$ 2,5 milhões dos quatro eventos. As cotas variam de R$ 25 mil a R$ 600 mil.

A festa da Força Sindical acontece na praça Campo de Bagatelle (zona Norte). O custo estimado é de R$ 2,5 milhões, segundo a central. Na lista de patrocinadores, estão Telefônica, Brahma, Bovespa e Caixa Econômica Federal, segundo informa a Força Sindical. Para atrair público de 1 milhão, estão previstos shows de 40 artistas. Estão confirmados shows dos cantores Daniel, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Wanessa Camargo, Daniel, KLB, Bruno e Marrrone, entre outros. Na festa da UGT estão confirmados shows dos cantores Daniel, César Menotti e Fabiano, Sorriso Maroto, Inimigos da HP, Falamansa, Doce Encontro, Samprazer, Perla e Nuance.

A UGT espera reunir entre 1 milhão e 1,5 milhão de pessoas no parque do Planalto, em Carapicuíba (Grande São Paulo). O vice-presidente da central, Antonio Carlos dos Reis, o Salim, é pré-candidato à prefeitura da cidade pelo partido DEM, ao qual é filiado.

A Conlutas (formada por sindicatos dissidentes da CUT, ligados ao PSTU) faz manifestação na praça da Sé. Haverá uma missa na catedral da Sé e, em seguida, atividades culturais, com música e apresentação de esquetes teatrais. Para realizar o evento, foram gastos R$ 30 mil, custeados por entidades e sindicatos que participam da comemoração.

A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), criada por dissidentes da CUT ligados ao PC do B, faz shows na praça Brasil (Cohab 2), em Guaianazes. A central estima que o evento custe R$ 100 mil e informa que será bancado pelas entidades filiadas.