09 de julho de 2026
Nacional

Pedida prisão preventiva do pai e madrasta de Isabella

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni,5, protocolado ontem no fórum de Santana, cita o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá , respectivamente pai e madrasta da menina.

O inquérito com o pedido de prisão preventiva deve ser analisado pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O promotor irá passar o feriado prolongado do 1 de Maio (Dia do Trabalho) para analisar os documentos.

O documento é composto por cerca de mil páginas distribuídas em seis volumes e foi protocolado às 10h10 de ontem, de acordo com o Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o promotor decidir se apresenta ou não a denúncia (acusação formal) contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, indiciados pelo crime. Cembranelli, entretanto, afirmou já ter elementos suficientes para propor uma ação penal e que deverá se manifestar em breve, provavelmente até terça-feira a respeito do caso.

Prisão

Um dos advogados do casal, Rogério Neres de Sousa, voltou a afirmar na manhã de ontem que seus clientes não têm a intenção de fugir. Questionado se Alexandre e Anna irão se apresentar caso seja determinada a prisão preventiva, ele foi lacônico. “Sim. E vamos recorrer”, afirmou. Ele não quis dar mais detalhes justificando que na tarde de ontem uma entrevista à imprensa está marcada para tratar de todos os assuntos relacionados aos clientes.

O pedido de prisão preventiva é assinado pelos delegados do 9.º DP (Carandiru), Calixto Calil Filho e sua assistente,Renata Helena Pontes que ao longo dos 30 dias se dedicaram exclusivamente ao caso.

A reportagem apurou que são dois os elementos que sustentam o pedido: o real temor de uma eventual fuga do casal e a convicção dos investigadores de que a cena do crime sofreu alterações de forma intencional.

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Mãe participa de missa

São Paulo - Uma missa para marcar o primeiro mês da morte de Isabella Nardoni, 5 anos, reuniu cerca de 150 pessoas ontem no cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã (zona norte de São Paulo). Após a cerimônia, a mãe da menina, Ana Carolina Cunha de Oliveira, levou flores e deixou uma boneca no túmulo da filha.

Durante o trajeto até o jazigo, distante cerca de 150 metros da tenda montada especialmente para a missa, familiares e amigos acompanharam a mãe de Ana Carolina. Um cordão humano, formado por cerca de 50 funcionários do cemitério - entre coveiros e seguranças -, tentaram evitar o contato entre a mãe da menina e a imprensa. Ela não quis conceder entrevistas. “Agora não estou conseguindo, mas na hora certa eu vou falar com vocês”, disse, antes da missa - iniciada por volta das 9h.

Massataka Ota, pai do menino Ives Ota - seqüestrado e morto em 1997 -, participou da missa em memória de Isabella. Ele, que estava sentado perto de Ana Carolina, afirmou que ela se emocionou muito no final, quando foi cantada a música “Eu Sei que Vou te Amar”.

Ao final da cerimônia, foram distribuídos botões de rosas e uma criança levou uma bandeira branca até o altar, onde estava o padre Andres Gustavo Manengo, da paróquia Natividade do Senhor.

Durante a missa, alguns parentes e amigos da família vestiam uma camiseta branca, com a foto de Isabella. Eles acompanharam Ana Carolina até o túmulo da menina.

No local, ela deixou botões de rosa e fincou uma boneca de pano, que lhe foi entregue por uma pessoa. A boneca, sustentada por uma vareta, reproduzia as feições de uma criança e levava uma placa com os dizerem “Te amo”.

No túmulo, foram deixados cerca de cem botões de rosa e vários vasos de flores, além de um terço e de outras bonecas, colocadas por pessoas que visitaram o local.