07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Sentença mais pesada

O extrato de sentença do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) a respeito do crime no caso Saneter, contra o ex-prefeito Antonio Izzo Filho, traz um erro na menção do tempo de pena. No documento oficial a informação é de que o ex-prefeito sofreu nova condenação a oito meses de reclusão em regime semi-aberto. Mas a pena, na verdade, é de no mínimo dois anos para processos do gênero.

A aplicação da pena

Conforme o JC divulgou ontem, o ex-prefeito foi condenado em mais um processo, desta vez por fraude a licitação. Se a pena fosse de oito meses, conforme está no ofício do TJ, os desembargadores iriam extinguir a punibilidade. Outro efeito da aplicação da pena, que tem de ser cumprida no Instituto Penal Agrícola (IPA), é que esta gera efeitos na execução criminal em relação à situação atual do ex-prefeito por condenação em outro processo, hoje em restrição de liberdade, fora da prisão.

Processos pendentes

Na esfera criminal, os processos em relação a Antonio Izzo Filho aguardam definição no caso de extorsão contra a empresa ECCB, em segunda instância, e no processo referente à desapropriação de área do pecuarista José Amir Neme Mobaid. Esta última ação está pronta para ser julgada, na 1ª Vara Criminal do Fórum de Bauru, nas mãos do juiz Benedito Okuno.

Na defesa ou no ataque?

Os pré-candidatos do PMDB a prefeito de Bauru, Alex Gasparini e Rodrigo Agostinho, devem estar frente a frente hoje para decidir o futuro do partido quanto à sucessão municipal. Gasparini informou que a reunião tem início às 14 horas em sua residência. Caso a situação pudesse ser comparada ao futebol, o presidente do PMDB vai “jogar em casa”. Resta saber se na defensiva ou no ataque...

Trombada com Quércia

Por sinal, Alex trombou feio com o presidente e comandante estadual do PMDB Orestes Quércia, nesta semana. Alex voltou a São Paulo para “pôr em pratos limpos” o apoio de Quércia a Rodrigo Agostinho para prefeito. Segundo uma fonte, Alex não se fez de rogado e discutiu asperamente com o “chefe”. Pode ter sido o início do fim de uma casamento de muitos anos entre a família Gasparini e Quércia.

Motoristas e cobradores

Estão complicadas as negociações salariais entre o sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus urbano (Sindtran) e as empresas que operam na cidade (Transurb). Cogita-se a possibilidade de greve, o que paralisaria, como consequência, grande parte da cidade. Quando se fala em greve de ônibus circular, a luz amarela é acesa imediatamente. Bauru já viveu épocas de greve, que transformaram o panorama urbano.

Um terço da frota na rua

Por sinal, o jornal Valeparaibano, de São José dos Campos, informou em sua edição de ontem que a prefeitura daquela cidade obteve uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, que obriga as empresas a manterem pelo menos 33% da frota em circulação durante uma possível greve dos funcionários. As negociações por lá também estão complicadas. Diante da possibilidade, a prefeitura entrou com uma medida cautelar, que é um instrumento jurídico de prevenção.