Nos anos 70, fui cabo eleitoral do Assaf Hadba em uma eleição para deputado. Os médicos estavam bem servidos, pois tínhamos também o excelente Abrahim Dabus como candidato. Uma noite, o Assaf me levou a um casamento.
Eu fazia o papel de sapo, bem conhecido dos políticos e muito importante, por sinal, pois me encarregava do apoio, guiando o carro, distribuindo “santinhos”, anotando pedidos, etc. Parece que, como padrinho dos noivos, meu amigo Assaf tinha contribuído com uma enceradeira, ou coisa que o valha.
Após o Juiz de Paz sacramentar a união, ele foi convidado a usar a palavra. Seja pelo fato de ser médico, ou por estar destreinado em falar em casamentos ao ar livre, o fato é que Assaf exagerou, dizendo várias vezes para os noivos que a função deles era “perpetuar a espécie”.
Pois bem. No jantar realizado a seguir, escutei de dois rapazes o seguinte diálogo:
- Os noivos vão dormir aqui esta noite? – perguntou um.
E o outro:
- Não. Parece que eles escolheram um Flat em Curitiba , para “perpetuar a espécie”...
Contada por Rui Bertoti