09 de julho de 2026
Internacional

Violência marca protestos de 1 de maio pelo mundo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Paris - Uma das maiores comemorações de 1 de Maio na Europa aconteceu em Paris e outras cidades francesas, onde milhares de pessoas aproveitaram o Dia do Trabalho para protestar contra reformas na Previdência e no serviço público.

A data também levou milhares de pessoas às ruas de outras cidades européias, como Moscou (Rússia) e Sófia (Bulgária). Em alguns lugares, os festejos acabaram em tumulto. Em Istambul, Turquia, a polícia reprimiu com violência a multidão, que contrariou a proibição do governo de comemorar o Dia do Trabalho. Seis policiais ficaram feridos e 467 pessoas foram presas.

Na Alemanha, protestos realizados em Hamburgo e em Berlim acabaram em pancadaria. Pelo menos 30 pessoas foram presas.

Sem fazer discurso, Raúl Castro participou da marcha pelo Dia do Trabalho em Cuba, a segunda comemoração da data na ilha sem a presença de seu irmão Fidel em quase meio século.

Quem falou foi o secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) e integrante da cúpula do Partido Comunista, Salvador Valdés, que, ecoando as palavras de Raúl, pediu mais eficiência e produtividade, principalmente na produção de alimentos.

Os planos de impulso e descentralização para a agricultura, que inclui distribuir mais terras a produtores privados, foram tratados com detalhes pela primeira vez ontem no jornal oficial “Granma”. Um texto anunciou a dissolução de 104 empresas estatais ligadas à agricultura e a instalação de unidades municipais de gerenciamento da produção. Nesta semana, o líder cubano classificou o tema como de “máxima segurança nacional”.

Quase cem pessoas foram detidas ontem no Chile após confronto entre um grupo pequeno de manifestantes encapuzados e a polícia, ao final dos festejos do 1 de Maio, do qual participaram 20 mil pessoas. No ato, os dirigentes sindicais apoiaram a greve de 16 dias dos funcionários terceirizados da Codelco, a estatal do cobre.

Já na Venezuela, o dia foi marcado por duas marchas de trabalhadores em Caracas: uma pró-governo Hugo Chávez, convocada pela União Nacional de Trabalhadores (UNT), e uma oposicionista, liderada pela Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV).

No Paraguai, a principal manifestação foi liderada pelo presidente eleito, o esquerdista Fernando Lugo. “Acabou a exclusão no Paraguai, acabaram as perseguições”, disse Lugo.