09 de julho de 2026
Polícia

Furto de carro sobe quase 100%

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Todos os índices de criminalidade registrados em Bauru nos três primeiros meses deste ano aumentaram em relação ao mesmo período de 2007. A elevação foi constatada a partir de estatísticas oficiais da Secretaria da Segurança Pública . Segundo dados do órgão, as ocorrências com maior alta são homicídio e furto de veículos (quando o ladrão leva o bem sem que a vítima veja). No primeiro caso, o número subiu 125% de um ano para o outro. No segundo, 98%.

O percentual não inclui o furto do Gol de Marco Antonio Cardoso Sgavioli, 23 anos. Ele ficou sem o carro na noite da última terça-feira. Ele deixou o carro estacionado na quadra 3 da rua Alfredo Fontão, Jardim Paulista, em frente à casa da sua avó. “Era por volta das 21h45. Saí com meu irmão e, quando voltei, às 23h, já não estava mais lá. Fiquei nervoso, com sensação de perda”, relata o advogado.

De acordo com Marco Antonio, antes da ocorrência, ele achava a cidade tranqüila. “Sei que o Gol é um carro visado. Ficava mais preocupado em São Paulo, Ribeirão Preto. Foi uma fatalidade, mas a segurança poderia ser melhor. Aconteceu a menos de uma quadra de uma delegacia”, comenta.

Talvez sirva de consolo, mas segundo o delegado seccional, Doniseti José Pinezi, apesar dos aumentos, os índices de criminalidade em Bauru são um dos menores do Estado de São Paulo. “A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) tem uma equipe empenhada só para isso. Estamos atentos, fazendo um trabalho para diminuir os registros de furto de veículos”, explica.

“Usados”

O delegado informa que grande parte dos carros levados é antiga. Pouco tempo depois são recuperados faltando peças. Em algumas das vezes, elas são trocadas por entorpecentes, informa o major Nélson Garcia Filho, subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI). “São questões que caminham juntas. Tiram roda, pneu, bateria, toca-cd”, informa.

Segundo Garcia, para coibir o delito, as polícias Civil e Militar farão operações conjuntas em desmanches, ferros-velhos e borracharias, que comprariam tais mercadorias. “As pessoas que procuram esses locais alimentam o círculo vicioso. Tentamos fazer a conscientização, mas é difícil porque o preço é vantajoso”, acrescenta. De acordo com o subcomandante, locais como a Feira do Rolo também serão fiscalizados com mais freqüência.

Já segundo Pinezi, as estatísticas vão entrar em curva decrescente quando a polícia tirar de circulação os poucos responsáveis pelo crime. É possível que um ou outro sujeito, sozinho, eleve os números. Quando preso, os percentuais despencarão, conclui o delegado.