10 de julho de 2026
Bairros

Em 2 dias, choveu a metade da média histórica de maio

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Chuva e mais chuva. Em apenas dois dias de maio - anteontem e ontem - já choveu 34,8 milímetros em Bauru, metade da média histórica de todo o mês de maio, que é de 68 milímetros, de acordo com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Apenas ontem foram 32,3 milímetros em pancadas fortes que ocorreram desde a manhã até a tarde, causadas pela frente fria que está em ação no Estado de São Paulo.

Em maio do ano passado inteiro choveu 45 milímetros. Em maio de 2000 não foi registrada chuva em Bauru, mas em 2004 o mês bateu recorde: foram 172 milímetros. Ou seja, maio é um mês de variação pluviométrica grande. A média histórica, que considera os índices dos últimos dez anos, é de 68 milímetros. Mas o tempo deve mudar a partir de hoje. A previsão do IPMet é de céu parcialmente nublado, sem chuvas, até terça-feira.

Já as temperaturas vão continuar baixas. A mínima do ano, que foi de 14 graus na madrugada de anteontem, poderá ser ultrapassada amanhã com a chegada de uma massa de ar frio. A previsão para Bauru é de temperatura mínima de 13 graus e máxima de 23 graus. Na terça-feira, a mínima prevista é de 11 graus.

Distribuídos durante o dia de ontem, os 32,3 milímetros de chuva não causaram problemas graves em Bauru. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros não registraram inundações de residências e desabamentos. “O maior problema são as ruas de terra. Muitas ruas de bairros como Pousada da Esperança e Parque Viaduto estão intransponíveis por causa da lama”, comenta Eros Pereira, coordenador da Defesa Civil de Bauru.

Outro bairro que está nesta situação é o Jardim Nicéia. Com todas as suas ruas de terra, os moradores têm de enfrentar lama para sair de casa. Como não há sistema de escoamento da água da chuva, formou-se uma grande poça na quadra 1 da rua Dolores Fernandes Balderramas, em frente ao bar de Leonéia Pompeu. “Toda vez que chove forte entra enxurrada dentro do meu bar. Mesmo fechando a porta, entra por baixo. Preciso erguer as mercadorias para não molhar”, relata.

Depois que a chuva passa, a lama e os buracos continuam dificultando a vida dos moradores. “O caminhão de mercadorias entre no bairro com dificuldade, mas pára na esquina. Precisamos carregar as mercadorias até o bar”, conta Leonéia, que anteontem viu um carro ficar atolado no bairro e um motociclista cair em um buraco. Por causa das condições das ruas, o trajeto de ônibus circular foi alterado em cerca de 15% das linhas (leia mais abaixo).

Durante as pancadas de chuva fortes, muita água correu pela Nações Unidas, mas foram registradas inundações na altura do viaduto ferroviário. Da mesma forma, o rio Bauru encheu, mas não chegou a transbordar. “A sorte é que a chuva foi bem distribuída durante o dia. Se esses 32 milímetros caíssem em uma hora, destruiria a cidade”, comenta Álvaro de Brito, da Defesa Civil do Estado.

Apesar de não ser a pior das chuvas, Brito observa que diversos pontos da calçada e da mureta na avenida Pedro de Toledoforam danificados. “A calçada já estava ruim, mas com a chuva de hoje (ontem) os buracos aumentaram e o asfalto está salopado por baixo. Tem muretas caindo”, enumera, lembrando que as estradas rurais também devem ter sido bastante danificadas.