Pratos congelados e semi-prontos, embalagens pequenas, com duas ou três fatias de pão e até caixas de ovos com seis unidades. Esses são alguns dos produtos que fazem parte da imensa variedade de itens alimentícios que têm facilitado cada vez mais a rotina dos single, os que moram sozinhos. Esses produtos vêm agradando e ganhando consumidores e as prateleiras dos supermercados também. Entretanto, menor quantidade nem sempre significa preço mais barato.
Motivados por não abrir mão da comodidade de uma comida rápida depois de um dia estressante de trabalho ou até, em alguns casos, para evitar o desperdício, as pessoas que moram sozinhas não têm outra alternativa senão pagar caro para manter esse estilo de vida.
Mas, para quem precisa gastar menos e não quer perder a privacidade da vida solitária entre quatro paredes, o jeito é tentar dividir as despesas com alguém que esteja na mesma situação ou, ainda, passar a comprar produtos que tenham um prazo maior para consumo.
É o que recomenda o economista e consultor financeiro Reinaldo César Cafeo. Para ele, dividir o custo da compra do supermercado com uma outra pessoa é a receita mais eficaz para evitar o desperdício sem desfalcar demais o bolso.
“Vamos pensar numa melancia que vale R$ 10,00, por exemplo. Um quarto dela custa R$ 4,00. Analisando bem, a pessoa gastará proporcionalmente mais, entretanto, para ela, o que vale é o valor menor que está desembolsando. Do ponto de vista do valor envolvido, é vantajoso para esse consumidor não comprar a fruta inteira, mesmo gastando proporcionalmente mais”, explica Cafeo. “Para melhorar essa relação, a saída é buscar produtos que possam ser armazenados e congelados por mais tempo, ou dividir os custos com alguém. Isto é, identificar alguém na mesma situação e que aceite compartilhar esses gastos”, ensina o consultor.
Para o economista Cléverson Antônio Moreira, especialista em economia doméstica, o rateio da despesa com alimentos entre pessoas que vivem a mesma situação pode gerar uma economia sensível na carteira.
“É possível economizar 50% no orçamento. Cada um assumiria a metade do custo total. Portanto, é extremamente viável”, destaca. Segundo Moreira, essa “parceria” é mais comum entre pais no começo do ano letivo, para comprar os materiais escolares dos filhos. O preço fica menor, porque o consumidor ganha mais poder de barganha, comprando em maior quantidade.
O economista lembra, no entanto, que além de buscar a partilha dos gastos, é preciso procurar sempre o menor preço e ficar de olho nas promoções.
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Tendência
Os alimentos fracionados, visando o consumidor que mora sozinho, têm ocupado cada vez mais as prateleiras dos supermercados. Segundo o setor, trata-se de uma tendência da própria indústria, que tem focado com maior prioridade esse público consumidor.
“Hoje, é mais comum termos nas gôndolas embalagens com quantidades pequenas de produtos, como sacos de arroz de um quilo, bandejas pequenas de lasanhas, almôndegas, pizzas e outros congelados. E as vendas, crescem a cada ano”, comenta Renato Lourenção, gerente de compra de uma rede supermercadista de Bauru.
Apesar da facilidade que esses produtos oferecem, adeptos não conseguem driblar o custo altos desses itens. Conforme Téder Berbel Senis, gestor de compras de uma das maiores redes de supermercados de Bauru, a diferença de preço entre as embalagens com maior e menor conteúdo é pequena. “Em média, essa diferença fica entre 3% e 5%. Mesmo assim, as pessoas não abrem mão, principalmente, pela praticidade e rapidez que o preparo desses itens oferece”, explica.