Nos últimos dias este Jornal tem veiculado matérias sobre a retomada da obra do viaduto.
Por nossa vez, durante mais de uma década, pelo menos uma vez por ano, através desta Tribuna, sugerimos que ao invés da construção do viaduto, fossem os trilhos férreos removidos, dando lugar ao surgimento de avenidas, iniciando-se uma do bairro Octávio Rasi x Vila Falcão, descarregando-se dessa forma o trânsito da avenida Rodrigues Alves, possibilitando ainda desobstrução das ruas centrais da cidade, hoje interrompida pelas estradas de ferro. Nesta seqüência de pensamento, melhoraria em muito o aspecto urbanístico e panorâmico da cidade. O prédio da estação poderia acomodar um shopping center, reativando-se o comércio naquela região, além da geração de empregos e arrecadação de impostos.
No pátio da estação poderia ainda ser construído um terminal de ônibus urbano. Na realização de um projeto desse vulto, necessário seria envolver a órbita das administrações federal, estadual e ainda a iniciativa privada. Acreditamos poder realizar tudo isso e preservarmos o patrimônio histórico e até mesmo torná-lo em um fator aliado para o em-belezamento de tal empreendimento, tornando o local ponto de visitação turística. Mas o que nos preocupa no momento é aquela curva bastante acentuada em uma das alças do viaduto, no extremo da avenida Nuno de Assis, que aos nossos olhos parece-nos bastante perigosa.
A nossa observação não é de técnico no assunto. Trata-se de uma visão de leigo, que atinou somente pelo óbvio, evidências e o bom senso. Sabemos que a maior parte dos viadutos existem curvas, talvez por uma questão de espaço e topografia. Estamos cientes de que poderemos ser ridicularizados por esta questão, mas preferimos isto do que ficarmos na cômoda situação da omissão. Pergunta-se: será que não existiria forma de se evitar uma curva tão acentuada, que poderá no futuro ceifar vidas humanas? Queremos deixar claro que não estamos criticando, nem tão pouco representando ou denunciando contra quem quer que seja. Nossa preocupação é a de contribuinte e usuário das vias públicas.
Com a palavra o senhor prefeito, presidente da Câmara e demais vereadores, o representante do Ministério Público na condição de curador da sociedade e a OAB, que além de representar os profissionais do direito, também vem desempenhando como coadjuvante a favor das questões que afetam a coletividade e por que não também a Associação dos Arquitetos de Bauru.
José de Almeida Neto - RG 3.293.252