São Paulo - O nome do deputado Paulo Pereira da Silva é citado em relatório da Operação Santa Tereza da Polícia Federal como suposto beneficiário da partilha de recursos que teriam sido desviados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme revelou o Estado no dia 27. A PF prendeu, no dia 24, 11 suspeitos, entre eles João Pedro de Moura, que os federais classificam como “um dos principais assessores da Força Sindical, responsável pela ligação da organização criminosa com o banco”.
Foi ao lado de Moura - seu amigo e ex-assessor - que Paulinho foi monitorado pela PF nos corredores da Câmara. Moura nega irregularidades. O deputado não tem se manifestado sobre as suspeitas da PF e sobre o fato de ter sido filmado.
Desde o surgimento das denúncias, reportagem tenta ouvi-lo a esse respeito.
Por uma questão legal, os policiais não avançaram na direção de Paulinho - como deputado, ele desfruta de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Se incluísse formalmente o pedetista na investigação, a polícia tornaria nulo tudo o que foi apurado na Operação Santa Tereza.