09 de julho de 2026
Nacional

Kassab diz que DEM não impõe nomes para aliança com PSDB

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), manteve o discurso de que conservar a aliança com o PSDB nas eleições municipais de outubro é mais importante do que definir a cabeça de chapa dessa eventual coligação. Segundo ele, o DEM não impõe nomes para fechar a aliança com o partido do ex-governador tucano Geraldo Alckmin.

“A partir do momento em que o partido defende um conceito, a questão do nome fica para um segundo momento. É evidente que jamais cometeríamos o equívoco político de desejar uma aliança impondo já um nome. O importante é que haja a aliança. Os nomes serão definidos depois. Nós não teremos nenhum problema em apoiar um nome de outro partido”, disse ele.

Questionado se a candidatura de Alckmin era um equívoco político, Kassab disse: “Não”. Em seguida, ele elogiou a experiência política do tucano. “Alckmin foi um excelente governador. Tem uma vida pública que poucos têm no país. E se for candidato, seria ou será um grande prefeito.”

Kassab retomou hoje o discurso dos integrantes do DEM, que defendem a manutenção da aliança com o PSDB e apelam para a fidelidade do partido ao governador José Serra.

“O importante é que tenhamos todos consciência de que o importante é mantermos a aliança para que São Paulo possa dar continuidade ao programa da atual gestão, que se iniciou com nosso governador José Serra, que faz muito pela cidade hoje”, afirmou ele.

Aécio quer Alckmin

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que vai torcer “como amigo” pela candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito de São Paulo pelo PSDB. O Diretório Municipal do PSDB se reúne amanhã para analisar a proposta de lançamento da candidatura própria nas eleições municipais numa chapa encabeçada por Alckmin.

“Como amigo, claro que eu torço por ele. Mas essa é uma decisão que o Diretório Municipal do partido em São Paulo deverá tomar”, disse Aécio ontem.

Sobre a disputa presidencial de 2010 - em que aparecem os nomes de Aécio e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) -, Aécio disse que é cedo para tratar desse assunto.

“Nós estamos ainda no ano de 2008. Se projetarmos o 2010 agora é, no mínimo, um risco muito grande. Nós temos ainda muita coisa para acontecer.”