08 de julho de 2026
Nacional

Marcha termina sem incidentes em SP

Por Folhapress | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A manifestação decorrente da Marcha da Maconha que aconteceu ontem em São Paulo terminou sem incidentes. Embora as Polícias Militar e Civil tenham acompanhado toda a movimentação, ninguém foi preso nem houve confronto até por volta das 16h, quando o protesto terminou.

Cerca de cem pessoas se reuniram no Parque do Ibirapuera para participar da Marcha da Maconha, apesar de ela ter sido proibida ontem pela Justiça. Um dos organizadores, o cientista social Marco Magri, 22 anos, esteve no parque para pedir que a marcha não fosse realizada.

Mas os manifestantes começaram a se reunir, debater a legalização da maconha e a gritar palavras de ordem, como “legaliza” e “liberdade de expressão”.

Seis viaturas do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) e dez da PM ficaram próximas aos manifestantes durante toda a reunião, mas não tomaram nenhuma atitude. Segundo a PM, só haveria alguma ação se os manifestantes saíssem em passeata.

Rio: pró

Organizadores da Marcha da Maconha passaram a manhã de ontem tentando conseguir uma liminar para cancelar o veto do Tribunal de Justiça à passeata, marcada para 14h deste ontem. Não conseguiram. Duas horas antes do início da manifestação, o TJ confirmou o veto. O sociólogo Renato Cinco, um dos líderes do movimento, disse que parte da sociedade não compreendeu a marcha. “Queremos discutir reformas na lei. Isso é um direito do cidadão”, protestou. Para o próximo sábado, eles organizam a passeata pelo Dia da Luta pela Liberdade de Expressão.

À tarde, apesar do cancelamento da marcha, o advogado Gustavo Alves, de 26 anos, foi preso no Arpoador acusado de apologia à droga. Ele colocou uma placa pendurada no pescoço do seu cachorro com os dizeres: “A estupidez é essência do preconceito. Legalize a Cannabis”.

Rio: contras

Integralistas, “ex-viciados” e remadores do Vasco da Gama protagonizaram ontem de manhã a marcha contra a maconha, que foi organizada pela vereadora Silvia Pontes (DEM-RJ) e reuniu cerca de 150 pessoas na praia de Copacabana, na zona sul da capital. O nome oficial era Marcha do Rio em Defesa da Família e seus participantes vestiam camisetas amarelas, vendidas a R$ 5 cada. Declaradamente católica, Silvia disse que nunca usou drogas.

Outros Estados

A Marcha da Maconha aconteceu em Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Vitória (ES). Em Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Rio (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) a manifestação foi proibida. Em todos os casos, foi o Ministério Público Estadual que moveu o pedido de impedimento do evento sob o argumento de que ele faz apologia às drogas.