10 de julho de 2026
Polícia

Caminhão passa sobre Kombi e mata idoso na Marechal Rondon

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Um caminhão passou por cima de uma Kombi, ontem à noite, no quilômetro 347 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), na altura do Núcleo Gasparini, em Bauru. O motorista do utilitário, cujo corpo fundiu-se às ferragens, morreu na hora. A acompanhante dele foi socorrida em estado grave ao Pronto-Socorro Central. Ela foi retirada pelo Corpo de Bombeiros do único espaço que não ficou sob o caminhão.

Se a roda do caminhão movimentasse por mais 10 centímetros, o desastre teria duas vítimas fatais. Shigei Ogihara, 66 anos, levou aproximadamente 30 minutos para ser resgatada. O tempo foi necessário para que seu estado de saúde fosse estabilizado, antes de ser retirada de um espaço aproximado de 30 centímetros. Ela ficou presa entre o banco e o painel da Kombi de Bauru, placas CDZ 4972, após ser arremessada para a lateral do veículo.

“Se estivesse no meio, teria morrido. Ela está em estado de choque. Mexia os braços e os pés. Tinha uma forte lesão na mão e sangramento no rosto. Com certeza sofreu traumatismo craniano”, explica o comandante do 12º Grupamento de Bombeiros, coronel Dilson Pedro Saltoratto. De acordo com ele, médico e enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e dez bombeiros trabalharam para retirá-la com vida do local.

Para tanto também foram utilizados dois equipamentos pneumáticos, com alto poder de corte, para livrá-la das ferragens. Eles também seriam aplicados para que o corpo de Shoichi Ogihara, 81 anos, fosse recolhido. Por conta do desastre, o condutor da Kombi ficou desfigurado.

O acidente

Shoichi Ogihara e Shigei Ogihara (ainda não estava esclarecida a relação de parentesco entre eles) seguiam sentido Capital-Interior quando a Kombi foi colhida pelo caminhão de Itu placas CYN 2486, dirigido por José Carlos Valêncio, 41 anos, que transitava no mesmo sentido.

Valêncio saiu de Piracicaba e seguia com caminhão vazio para Londrina. “De repente, vi um vulto branco. Não deu nem para brecar”, comenta. O acidente foi registrado numa subida, na altura do Núcleo Gasparini. Após o caminhão bater na traseira da Kombi, o veículo com o casal Ogihara colidiu ainda na traseira de outro caminhão, que descarregaria sucata no Distrito Industrial, em Bauru.

“Senti uma porrada. Quase quebrei o pescoço”, comenta Aparecido Fernandes Valério, 54 anos. Ele dirigia o caminhão placas CQH 7550, de Presidente Prudente. Com a colisão, quase caiu na canaleta à esquerda da pista. Por sorte, nenhum outro veículo transitava ao lado dele. Já a Kombi e o caminhão que iniciou a seqüência de batidas pararam no acostamento à direita.

A pista ficou tomada por cal ou gesso em pó que estavam na Kombi. Destruída, ela também espalhou combustível pela pista. Por conta disso, enquanto uma equipe dos Bombeiros socorria Shigei, outra tentava evitar um eventual incêndio, informa Saltoratto. O local ficou isolado e o tráfego pela rodovia seguiu em meia pista por pelo menos duas horas.

Aproximadamente 150 pessoas acompanharam o resgate pelo acesso à marginal da rodovia. Até o fechamento dessa edição, a sobrevivente permanecia em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro Central, em estado regular. Já Venâncio e Valério nada sofreram. O acidente ainda seria registrado no plantão da Polícia Civil. Peritos estiveram no local e teriam recolhido o tacógrafo do caminhão que bateu na Kombi.