Hoje, por volta das oito da noite, todos nós estaremos chegando em nossas casas. Exaustos e estressados. Esgotados de um dia corrido acompanhados de problemas cotidianos. Em vez de um bom banho, vamos ao sofá. Em vez de procurar nos acalmar, o que achamos? Mais problemas. Sim, acabamos de ligar o noticiário. E nesse tempo, ficamos estáticos em meio a tantas notícias-se é que podemos chamá-las assim-que nos deixam horrorizados e curiosos para saber de onde vem tanta maldade.
Percebemos um fato curioso: jornalistas tão acostumados a tais monstruosidades, não demonstram qualquer indignação, pelo contrário nos parecem estar orgulhosos por conseguirem apresentar seu espetáculo a tempo. Um espetáculo que parece nunca acabar, cada dia um capítulo mais tenebroso é visto, sem qualquer tipo de censura, abrange todas as idades com um roteiro extremamente emocionante.
Criminosos têm para todos os gostos: começa do mais “gentil” ladrão que queria apenas uma caixa de leite ao mais ganancioso, que prefere assaltar um banco inteiro. Mas infelizmente não são esses criminosos a quem nós assistimos com perplexidade; falamos de pessoas que comentem genocídios por maldade. Crianças e mulheres estupradas por puro prazer, índios queimados por pura diversão, crianças atiradas de prédios por pura maldade, por não saber o que é amar.
Uma maldade que nos assusta, uma maldade que nos deixa indignados, pois todos esses crimes não têm perdão, mas a justiça os acoberta fechando os olhos para tudo o que nós vemos de boca fechada. Precisamos de mais amor, mais compaixão, mais sensibilidade ao próximo para tentarmos acabar com esse espetáculo de horror.
Amanda Ribeiro Homem - estudante - RG 5.236.648-0