São Paulo - A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, denunciados à Justiça ontem afirmaram que só vão se manifestar a respeito da decisão do Ministério Público em oferecer a denúncia e o pedido de prisão preventiva após a análise do juiz Maurício Fossen, do 2.º Tribunal do Júri de Santana (zona norte), que irá analisar o parecer do promotor Francisco Cembranelli.
Cembranelli sustenta que a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do sexto andar do edifício London (zona norte) pelo pai.
Fraude
A acusação formal entregue à Justiça responsabiliza o casal por fraude processual - por ter alterado a cena do crime. “Já sabíamos que ele (Cembranelli) iria oferecer a denúncia e pedir a prisão. Não é novidade alguma a posição dele. A defesa não tomará medida alguma por enquanto. Isso (fraude processual) é mais uma coisa que terá de ser provada por ele (promotor)”, afirmou Rogério Neres de Sousa, um dos três advogados de defesa do casal.
Segundo Sousa, o casal nega que tenha alterado a cena do crime. Ele afirmou que um advogado integrante da equipe de defesa está de “plantão” no Fórum de Santana aguardando ter acesso às cópias do relato do promotor. Sousa negou que a defesa vá solicitar um habeas corpus preventivo a favor do casal.
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Defesa não acreditava na prisão
São Paulo - A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não foi localizada depois da decisão do Ministério Público para comentar a denúncia oferecida ontem à Justiça contra seus clientes.
A reportagem, no entanto, conseguiu conversar com os advogados do casal ontem pela manhã, antes de a denúncia ser oferecida.
Por telefone, o advogado Marco Polo Levorin afirmava que a defesa estava confiante de que não acreditava na decretação da prisão preventiva pela Justiça. “Nós sempre dissemos que confiamos na manutenção da liberdade deles”.