11 de julho de 2026
Política

1.300 lotam cartórios no último dia

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

O último dia de prazo para tirar o título de eleitor para as eleições municipais deste ano e também para pedir revisão de dados pessoais ou transferência de domicílio eleitoral levou muita gente aos três cartórios de Bauru, ontem. Segundo os órgãos, das 9h as 18h aproximadamente 1.300 pessoas foram em busca dos serviços, sendo em torno de 500 na 300ª Zona Eleitoral, 430 na 23ª e 350 na 387ª Zona.

As filas foram inevitáveis nos três postos, mas elas se intensificaram no período da tarde. Para piorar, na 300ª Zona o sistema de informática caiu durante o expediente, fazendo com que os funcionários realizassem o serviço manualmente. Quem chegou aos locais até as 18h foi atendido, mesmo com as filas. Isso porque os servidores entregaram senhas.

Na fila da 23ª Zona Eleitoral, a estudante do terceiro ano do ensino médio Débora Ferraz Florêncio, de 17 anos, tirou o título, apesar de não ter obrigação, pelo fato de o alistamento eleitoral e o voto serão facultativos para os jovens entre 16 e 18 anos, para os analfabetos e para os maiores de 70 anos. “Resolvi tirar o título para votar e contribuir com o processo democrático”, disse ela.

Também na fila, o advogado Silvio Orti, 61 anos, decidiu transferir o documento de Piratininga para Bauru. Ele contou que há 12 anos reside nesta cidade, mas nas eleições viajava para participar do processo. Pesou na decisão de transferência o fato de todos os familiares já terem mudado o domicílio eleitoral e, mais importante, poder votar na cidade onde mora.

Quem não regularizou sua situação até ontem, terá nova chance somente quando reabrir o cadastro nacional, o que ocorrerá após a divulgação oficial do resultado da eleição.

Como o voto é obrigatório no País, o brasileiro que deixar de se alistar ou deixar de votar sofrerá as sanções previstas em lei. Ele não poderá, por exemplo, se inscrever em concurso público, receber salário se estiver trabalhando em empresa pública, participar de concorrências públicas do governo, tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, nem obter empréstimo em qualquer banco de crédito oficial.