08 de julho de 2026
Política

PSB e PC do B fecham com Rodrigo

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

A definição do PMDB, no último sábado, em torno da pré-candidatura de Rodrigo Agostinho rendeu resultados dentro da Frente Democrática por Bauru, que desde o início das conversações esperava pela definição do peemedebista para formalizar acordo na disputa ao cargo mais cobiçado do Palácio das Cerejeiras nas eleições de outubro próximo. Ontem, PSB e PC do B definiram apoio à candidatura de Rodrigo.

A situação, definida entre os partidos, afasta de vez o PMDB de aliança com outras legendas e revela a consolidação de uma coligação de centro-esquerda.

As reuniões da Frente vinham sendo mantidas por PC do B, PT e PSB, mas estenderam-se efetivamente ao PMDB assim que a legenda bateu o martelo em favor Agostinho em detrimento de Alex Gasparini, presidente do partido, numa intervenção direta do presidente da Executiva Estadual, o ex-governador Orestes Quércia, conforme noticiou o JC no mês passado.

Para Pedro Romualdo, presidente local do PSB, está fechada a coligação da Frente em torno do ambientalista, restando apenas alguns detalhes. Segundo ele, a legenda terá uma reunião amanhã para sacramentar a decisão. Entre os “detalhes” está de onde virá o vice, ou “a” vice na chapa, já que Estela Almagro (PT) e Majô Jandreice (PC do B) são os nomes mais comentados.

Em tom mais comedido, a vereadora Majô Jandreice (PC do B) diz que a tendência é de aliança com o peemedebista. Ela também fala de dependências internas de cada partido, que serão resolvidas nos próximos dias. Uma delas é a respeito da coligação proporcional (cargos de vereador).

Perguntada se será a candidata a vice-prefeita ao lado de Agostinho, Majô desconversa. Confessa que tem essa aspiração, no entanto aponta que os outros partidos têm seus nomes para discussão coletiva. Uma dificuldade, por exemplo, está entre os petistas participarem de uma aliança sem oferecer nome na chapa majoritária, ainda que de vice através de Estela Almagro.

O mais cauteloso de todos - pelo menos no discurso oficial - é o próprio pré-candidato. Agostinho. Diz apenas que o processo é de “avaliação e faltam acertos para concretizar a aliança”. Ao mesmo tempo, ele mesmo define data para o acerto: a próxima semana.

Com reunião marcada para o dia 17 de maio a fim de definir se lança candidatura própria ou faz coligação, o PT sempre participou dos encontros com a Frente. Para o presidente da legenda, Sandro Bussola, o fato de o partido ainda não ter decidido o caminho a seguir não atrasará o processo de aliança, caso seja essa a vontade da maioria dos delegados petistas. As coligações podem esperar até 30 de junho, pela lei.

Outra legenda citada como próxima da Frente é o PR. Sobre o assunto, o presidente do partido em Bauru, Fernando Monti, comentou que é grande a possibilidade de aproximação com a aliança de esquerda, mas que é imprescindível a participação do PT. De acordo com ele, a coligação entre essas forças visa reproduzir a base de sustentação do governo federal.