Botucatu - Novas testemunhas ouvidas pelo delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), teriam confirmado o perfil agressivo de Wellington Gomes da Conceição, suspeito de matar a marretadas a médica Jane Amanda Robin Jerônimo, 28 anos, e o pai dela João Jerônimo, 77 anos, e ferir gravemente a mãe da médica, a senhora Salvadora Robin Prado Jerônimo, 70 anos.
Ela permanece internada da UTI do PS do Hospital das Clínicas de Botucatu.
De acordo com o delegado, as testemunhas também teriam confirmado os atritos que o suspeito tinha com Jane, ex-mulher dele. “Já tem meia dúzia de testemunhas que comprovam a agressividade dele. Que ele estaria fazendo tratamento pisiquiátrico e que ia tentar colocar fogo na casa”, diz.
Olindo já dá como certo que o assassino teve acesso à residência pulando o muro. O delegado quer definir como o agressor entrou na casa.
“As hipóteses são: ou ele bateu na porta e a senhora veio ver e já deu uma marretada nela ou ele pulou o murro e com o barulho dos cachorros a senhora foi ver o que estava acontecendo lá fora e daí também aconteceu este fato. Mas é certeza que ele pulou o murro”, confirma Olindo.
Devido ao barulho dos cachorros, ouvido por vizinhos, Olindo acredita que o crime tenha ocorrido por volta das 4h.
“Imaginamos que foi por volta das 4h da manhã quando teve barulho de cachorro que o vizinho escutou. Neste horário, ele (Wellington) diz que estava dormindo na empresa, sozinho, em São Paulo”, diz Olindo, ressaltando que o suspeito não tem testemunhas que provem o álibi dele.
De acordo com o delegado, caso a principal testemunha não possa ser ouvida dentro do prazo de 30 dias para conclusão do inquérito policial ele poderá pedir prorrogação da prisão por mais 30 dias.