09 de julho de 2026
Nacional

Presidente se reúne com governadores para discutir o Amazônia Sustentável

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem com sete governadores e um vice-governador (MA) da Amazônia Legal para discutir o PAS (Plano Amazônia Sustentável) destinado a uma série de ações para a região e também a questão da dengue. Mas o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB) - que criticou o governo federal pela condução conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol (RR) - não compareceu nem enviou representante à reunião.

“O companheiro do Estado de Roraima não está presente por problemas que vocês estão acompanhando pela imprensa (referindo-se à Raposa/Serra do Sol). Deve ser por isso”, afirmou Lula.

Participaram da cerimônia para o lançamento do PAS os governadores de Mato Grosso, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins e Amapá, além do vice-governador do Maranhão.

Na solenidade, o representante das nações indígenas na Amazônia, Jecinaldo Sateré Maré, defendeu a homologação de forma contínua na reserva Raposa/Serra do Sol. “Nós (índios) não somos um perigo à soberania nacional”, afirmou o indígena.

Em seguida, o secretário-geral da Amazônia, Adilson Vieira, também apelou para que os indígenas sejam mantidos na região, sem restrições.

PAS

O PAS reúne estratégias e orientações para a implementação de políticas governamentais (federais, estaduais e municipais) para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A idéia é executar as medidas em sintonia com o Plano Plurianual 2008-2011 e o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

De acordo com o PAS, as ações serão baseadas em eixos temáticos: produção sustentável com inovação e competitividade, gestão ambiental e ordenamento territorial, a inclusão social e a cidadania, e infra-estrutura para o desenvolvimento sustentável.

“Tem de ter um desenvolvimento bem elaborado, diferenciado e não predatório, como em outras regiões do Brasil. Essa sabedoria de aprender que ninguém é dono da verdade absoluta”, afirmou o presidente. “Quem viaja pelo mundo hoje, ouve muito mais gente dar palpite e falar da Amazônia do que nós mesmos aqui no Brasil.”