08 de julho de 2026
Geral

Risco de apagão é real


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De acordo com o coordenador de Energia da Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Jean Negri, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) identificaram que nas regiões metropolitana de São Paulo, Grande Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Marília, Lins e Baixada Santista a demanda de energia cresce em ritmo acelerado e, por isso, devem ser implementadas obras de reforço no sistema elétrico.

Caso o aumento do consumo continue crescendo, sem o investimento necessário na ampliação da capacidade do sistema, Negri avalia que os riscos já existentes podem ser agravados. A diminuição da confiabilidade requerida (possibilidade do sistema reencaminhar a energia em caso de problemas nas linhas) e o corte de carga em situações emergenciais são as principais conseqüências.

Quando existe algum problema na linha, o sistema redireciona a energia para que ela prossiga e chegue ao seu destino. Com a alta demanda, esses “caminhos alternativos” também ficam congestionados, o que pode levar ao corte emergencial de energia. Se não houver esse corte, existe a possibilidade de todo o sistema entrar em colapso e ir caindo num efeito dominó, como no apagão de 1999.

“Para evitar sobrecargas, é importante que o sistema faça um corte seletivo para aliviar a carga. E alguém vai ficar em energia. Existe uma hierarquia nisso, sobre o que é essencial e o que pode ficar sem”, explica o consultor em energia Carlos Augusto Kirchner. Para ele, as obras previstas deverão aliviar o sistema, ampliando as alternativas da transmissão de energia e evitar as possibilidades de corte de energia.