Ativo, meigo, alegre e inteligente, Rudá tem 1 ano e 3 meses. Quem conhece a mãe dele, jornalista Patrícia Bonilha, facilmente lança mão do ditado “filho de peixe, peixinho é”. Em casa durante o trabalho de parto, ela respondia com uma rebolada, a cada sinal da chegada do filho.
“Aprendi no curso que quando a contração vem, alivia dar um tipo de rebolada. Eu fazia muito isso. O Texas (pai) também fazia muita massagem. Eu me preparei para fazer parto normal, já que eu não queria ir ao hospital, mas tudo muito simples”, explica a jornalista, que morou em Bauru por sete anos.
Após pesquisar, ler e buscar orientação, optou pelo local mais tranqüilo possível para dar à luz seu principal companheiro. “No hospital tem muito barulho, a iluminação é muito forte para o bebê. As pessoas ficam curiosas e abrem a porta o tempo todo para ver. É o que me disseram. Em casa não, você constrói o ambiente como quer, muito mais acolhedor. Isso eu acho legal, foi muito tranqüilo, não exige muito”, comenta.
Patrícia, 36 anos, contou mais de 24 horas de contrações. Acompanhada constantemente pelo ginecologista e obstetra, a quem pagou R$ 2 mil, garante ter sido a calma dele que lhe deu força nos momentos finais do parto, realizado em Brasília. “A confiança no médico é muito importante. Não vá fazer isso com qualquer um. Ele foi fundamental. Sempre falou que se tivesse que fazer uma cesariana, tudo bem. É um recurso maravilhoso da medicina, mas deve ser feito quando necessário”, afirma.
Ela recomenda às gestantes que se informem mais sobre os benefícios de fazer o parto em casa. A ginecologista e obstetra dela, Carla Daher, só não a acompanhou porque ficou grávida na mesma época. Ambas freqüentavam o espaço Ventre Livre, em Brasília, onde essa concepção de nascimento é difundida. Porém, não deve ser adotada por todas as mulheres. O perfil de cada uma deve ser respeitado. “O melhor parto é aquele possível”, conclui a médica.