11 de julho de 2026
Esportes

Especial: ‘Paixão desenfreada’ pela Ponte

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Influenciado pelo irmão mais velho, que defendia a Ponte Preta em campeonatos amadores de Campinas nos anos 50, Rui Bertoti é um bauruense que tem simpatia pelo Noroeste, mas pela Ponte o sentimento que ele define é de “paixão desenfreada”. Entretanto, optou por não influenciar na escolha dos filhos, e, por ironia talvez do destino, o mais velho, Guilherme, tornou-se “apaixonado” pelo Guarani, arqui-inimigo histórico da Ponte Preta.

O irmão Nobile Bertoti comandou por muitos anos o meio-campo da Ponte Preta e exerceu grande influência na escolha de Rui, que freqüentava os treinos da equipe campineira. “Para mim, no futebol existem três tipos de torcedor. Aquele que tem simpatia, o que tem amor e aquele que tem paixão desenfreada. Conheço colegas que têm simpatia pelo Real Madrid, mas paixão desenfreada é o que a Sangue Rubro (torcida organizada) tem pelo Noroeste. Conheci um gremista no Rio de Janeiro, na época da faculdade, que estava escutando pelo radinho o Grêmio jogar com o Panathinaikos, na Grécia (risos). No meu caso, pela Ponte Preta é paixão desenfreada, a ponto de virar a cabeça quando o jogador vai bater um pênalti”, assume.

Bertoti afirma que não faz extravagâncias para assistir aos jogos da Ponte Preta, mas nunca deixou de acompanhar a equipe nem nas divisões de acesso. “Não chego ao ponto de comprar o pay per view, porque aí já acho entreguismo demais. Vejo pela Internet, rádio. Pela imprensa dá para acompanhar. Sempre que entro na Internet uma das primeiras coisas que faço é entrar no site oficial da Ponte Preta”, explica.

O filho Guilherme Bertoti, hoje médico em Campinas, tem simpatia pelo Noroeste, amor pelo São Paulo e ‘apaixonado desenfreadamente’ pelo Guarani. “Ele nasceu e criou-se aqui em Bauru. Gosta do Noroeste e foi fazer medicina em Campinas. Como tenho muitos parentes campineiros e meu sogro foi presidente do Guarani, essa aproximação o fez torcer para o Bugre. Mas ele não é fanático, não. E entre nós não existe provocação. Somos muito compreensivos”, ressalta Bertoti, que nem assistiu à final do Paulistão contra o Palmeiras para evitar o sofrimento.