Neste teu dia alegre e festejado,
em que és o alvo dos filhos queridos,
como eu quisera ter-te do meu lado...
Beijar-te a face, como em tempos idos.
A tua ausência deixa-me magoado,
mas teus conselhos vão sendo seguidos,
fazendo versos, dando meu recado
pelos caminhos, nem sempre floridos.
É mês de maio, o inverno se avizinha...
Meu roseiral aos poucos se definha
e a solidão minha alma triste invade...
No meu jardim já não existem flores...
Só posso te ofertar os meus amores,
num verso triste, cheio de saudade!
Mãe... manancial de ternura,
nosso amparo, nossa guia;
feliz quem tem a ventura
de abraçar-te neste dia!
Antonio V. Rufatto