09 de julho de 2026
Bairros

Ex-ferroviários falam com paixão da função que exerciam

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

As antigas gerações de Bauru sentem muita falta da ferrovia, como é o caso de João Francisco Tidei de Lima, professor de história moderna e contemporânea de Universidade do Sagrado Coração (USC). “Eu vivi o auge da ferrovia em Bauru e sinto sua falta”, afirma.

Esse sentimento também é compartilhado por pessoas que doaram parte da sua vida para trabalhar como maquinista, manobrista ou em qualquer outra função existente dentro das repartições das empresas ferroviárias que atuavam na cidade.

“Quando pego para lembrar, fecho os olhos e refaço os trajetos que fazia enquanto era maquinista. Eu adorava o que fazia”, ressalta Wagner Ovídio Nicolini, que trabalhou durante dez anos para a Rede Ferroviária Federal. “Comecei como auxiliar de serviços gerais, passei para agente de estação e quando saí da empresa já era maquinista há cinco anos”, relembra.

Jairson Ribeiro da Silva trabalhou de 1990 até 2000 para a extinta Ferrovias Paulistas S.A (Fepasa) e ainda vive nas casas construídas pela Companhia Paulista junto à estação. “Comecei na empresa e realizava função de tratamento de dormentes e depois fui transferido para o setor elétrico, onde fazia a manutenção da rede aérea de trens elétricos”, recorda o ex-ferroviário, que hoje atua como eletricista, profissão que aprendeu na ferrovia.

José Donizeti Cavalari empregou 26 anos de sua vida trabalhando nas ferrovias. “Comecei na Fepasa em 1980 e encerrei minha carreira nas Ferrovias Bandeirantes (Ferroban) antes de da chegada da América Latina Logística (ALL)” explica. “Fui ajudante geral e operador de máquinas”, completa.

Já Jurandir José Dias trabalhou durante 30 anos na ferrovia. Hoje, aposentado, faz bicos de guarda noturno para completar a renda família. “Tanta recordação dói até de lembrar como tudo era e como tudo está”, critica.