O JC de 10/5 noticia que na saída do Dia das Mães das penitenciárias semi-abertas de Bauru 3 presos provenientes de São Paulo foram detidos depois de assaltar um restaurante e estarem assaltando um moça para roubar seu veiículo na porta de sua casa.
A notícia por si só é prova de várias incoerências. A primeira é de que a importação de bandidos colocados no regime semi-aberto, aliviando a Grande São Paulo e exportando bandidos para cidades anteriormente tranquilas como Bauru, causa insegurança constante.
A segunda é que as várias saídas temporarias que as estatísticas provam aumentar a criminalidade fazem com que a polícia tenha que prender várias vezes o mesmo bandido. Se compararmos com um trabalhador normal que necessita trabalhar fora de seu lar, dificilmente veríamos tantas regalias e investimento em dinheiro público como o investido nestes bandidos, que têm qualidade de comida e muitas vezes de alojamento melhores do que os trabalhadores e até direito a visitas íntimas, enquanto os trabalhadores necessitam ficar às vezes meses distantes de suas famílias.
Este tipo de regalias no mundo todo existe exclusivamente no Brasil e para agravar este quadro o governador Serra escolheu priorizar em Bauru estes estabelecimentos, alocando quase 5.000 bandidos, semi-soltos na cidade, com a complacência de nossos representantes politicos, deputados, prefeito e até vereadores, que pouco ou nada fazeram para impedir que isto se concretizasse.
Quando é necessária verba para obras em rodovias como a Bauru-Ipaussu ou a Bauru-Iacanga aí são alocadas a outras cidades, deixando para as pessoas da região apenas com os riscos de trafegar nestas estradas e da insegurança de ter 5,000 marginais alienígenas soltos em nossas ruas cinco vezes ao ano realizando roubos para financiar suas férias em casa.
Quando nós teremos um prefeito com o perfil do Carlão, de Agudos, que peitaria o governador, não permitindo por lei a instalação de presídios como estes e exigiria as obras necessárias e a infraestrutura das estradas e na área de segurança o aumento do efetivo policial, pois se somássemos hoje as polícias civil e militar não teríamos os 5.000 membros para equivaler sequer aos bandidos soltos em nossas ruas nestas ocasiões.
Alguma coisa tem de ser feita urgente. Se o prefeito não tem condições físicas ou até emocionais para defender firmimente os interesses da população e não quer ceder seu lugar ao vice, que seja negociada a renúncia dos dois e se eleja na Câmara alguém com disposição fisica e politica de atacar de frente, e de forma urgente, problemas como este.
Se elegemos apenas um deputado e se isto não dá à cidade cacife politico para esta empreitada, que sejam convocados os pára-quedistas que há anos saqueiam os votos da cidade em cada eleição e se exija que eles participem do apoio a estas justas reenvidicações. Que os reprentantes de partidos locais, que cabulam votos a estes pára-quedistas, sejam também responsabilizados, pressionando seus patronos para participar das reivindicações em prol da cidade.
Márcio M. Carvalho