O PR de Fernando Monti, médico que foi vice de Caio Coube (PSDB) na última eleição municipal, está definitivamente aliado ao PT neste ano e, ambos, de outro lado, estão muito próximos de confirmar composição com a Frente Democrática, que tem Rodrigo Agostinho (PMDB) como pré-candidato a prefeito junto com PC do B e PSB.
Os detalhes da ampliação da aliança continuam sendo costurados e podem ser acertados até a próxima semana. A direção municipal do PT, por exemplo, tem reunião no sábado, quando a candidatura própria ou a aliança com a cessão de um nome para ser vice em outra chapa será avaliada.
“O PT tem reunião da Executivo neste dia 17 e estamos aguardando eles definirem o que vão fazer. A Frente tem interesse na participação petista no projeto local e continuamos discutindo. Em razão deste calendário, os partidos da Frente discutiram hoje (ontem) as possíveis coligações na proporcional, já que a eleição à Câmara é importante para a governabilidade”, resumiu o prefeitável Rodrigo Agostinho ontem, às 21h45, após nova rodada de conversas com a participação do PMDB, PC do B, PSB e PT.
De sua parte, o PR liderado por Fernando Monti confirma que, seja qual for o caminho a ser seguido em nível local, a legenda estará junto com o PT. “De certo temos que o PR está junto com o PT em Bauru. Isto está definido. O restante das conversas em torno das possíveis alianças continua em gestação, embora o diálogo realmente esteja muito mais próximo da Frente, mas cujo processo não fechou o quadro completamente, o que é normal nesta fase”, disse Monti.
Por razões também naturais, PT e PR estão adversários dos tucanos na cidade neste ano. Fernando Monti defende projeto político adverso ao do atual governo. E o distanciamento ficou sacramentado com a definição do DEM junto com os tucanos, além de Clemente Rezende como vice de Caio Coube.
A mão da família Monti no PR em Bauru, não por outra razão, está ligada ao deputado federal Miltom Monti, vice-líder da base de sustentação do governo Lula no Congresso e oposição, claro, exatamente de PSDB e DEM. “A candidatura do Caio se distanciou completamente do PR ao levar um grupo que integra o governo local para sua aliança. Além disso, nossa afinidade é com o PT”, frisa Fernando.
Janela aberta
Se a Frente Democrática costura a soma de PMDB, PC do B e PSB, também não fecha as portas para outra alternativa ainda em aberto, a eventual vinda do PTB para o grupo. A conversa não é estranha nem aos petebistas, nem ao pré-candidato a prefeito pelo PTB, Toninho Garmes.
Perguntado ontem sobre a disponibilidade em compor com a Frente, Garmes disse: “Me desfiliei do PSDB e um dos motivos foi para buscar viabilizar candidatura a prefeito porque lá o Caio já estava escolhido e o Marcelo Borges também tentou ser candidato e foi escorraçado. Corro o risco até de perder mandato por ter enfrentado esse processo e aqui estou como pré-candidato”, iniciou Toninho.
Mas o petebista prossegue na linha da composição: “Mas sei das conversações do meu partido com outras legendas, inclusive com a Frente, e acho isso normal e bem-vindo. Dentro dos requisitos que traçamos de ética e propósitos podemos conversar com a Frente sim, tranqüilo”, definiu Garmes.
Sobre a mesma alternativa, Rodrigo Agostinho opinou que “é muito importante para a cidade que o PTB se disponha a dialogar com a Frente, independentemente da definição de candidaturas. O PTB e o Garmes são muito bem vistos pela Frente Democrática”.