A aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal anteontem, em duas discussões, permitirá que empresas, entidades e pessoas físicas possam adotar animais do Zoológico de Bauru e, em contrapartida, explorar a publicidade na placa de identificação dos bichos.
A proposta foi encaminhada pela Prefeitura de Bauru. Segundo o prefeito Tuga Angerami, os objetivos são fazer com que a sociedade participe da manutenção do local, contribuir para a vinda de novos animais e estreitar o relacionamento entre o zoológico e a comunidade. O zootecnista Luiz Pires, diretor do parque, complementa que com a injeção de novos recursos será possível desonerar o Poder Público, adquirir novos animais e investir na melhoria do local.
A proposta é aberta a pessoas jurídicas e físicas, incluindo associações de moradores e sociedades amigos de bairro. O texto estabelece restrições para o programa. Uma delas é que é proibido veicular produtos considerados nocivos à saúde pública, como cigarros e bebidas. Publicidade de cunho ideológico, político ou religioso também não será permitida.
Para efeito de doação, os animais do zôo serão divididos em lotes, com valor fixo mínimo mensal de contribuição. O diretor do parque explica que a adoção de um lote terá prioridade em relação a um único animal. Neste caso, o valor pode variar de R$ 20 por mês, no caso da adoção de uma coruja, até R$ 300 no caso do tigre ou leão.
Segundo Pires, haverá diferenciação no valor da propaganda, pelo fato de alguns bichos receberem mais a atenção das pessoas. Ele conta que anualmente passam pelo zôo aproximadamente 160 mil visitantes. O zootecnista informa que assim que a lei for sancionada pelo Executivo será publicada no Diário Oficial de Bauru a relação dos animais e o custo para adotá-los.
Não é a primeira vez que a administração municipal tenta efetivar a parceria entre o zoológico e a comunidade. Em agosto do ano passado o órgão publicou edital de licitação para a campanha “Adote um Animal do Zôo”. Como não apareceram interessados, nova tentativa foi feita no mês seguinte, no entanto também não surtiu efeito.
Atualmente, todos os investimentos referentes a construções, reformas, aquisição de material permanente, medicamentos para uso animal e materiais de consumo em geral são cobertos pela verba do Fundo Municipal de Manutenção e Ampliação do Zoológico, composta pela arrecadação da portaria e aluguel do espaço da lanchonete. Os recursos destinados pela prefeitura cobrem a alimentação dos bichos e o pagamento dos funcionários.