Avaí - A entrada da cidade de Avaí (39 quilômetros de Bauru) está descaracterizada. A imagem do Cristo Redentor de braços abertos que costumava receber os visitantes foi depredada e retirada da rotatória Maria Antunes de Souza.
A imagem estava instalada no local há quase 10 anos e nunca tinha passado por situação mais ‘vexatória: teve seus dois braços quebrados e a cabeça decepada. “Faz uns 10 dias”, diz um avaiense
Conserto não tem e o jeito foi comprar outra, comenta o encarregado de obras da prefeitura, Wanderlei Forti, que se cansou de ouvir reclamações a respeito da depredação.
“Eu fiz um boletim de ocorrência (BO), mas não se sabe o autor. Como não tem como consertar a imagem, ela é feita de concreto, tive que encomendar uma outra na fábrica.”
Na opinião do encarregado, o autor usou uma marreta para conseguir quebrar a imagem. “Ela pesa cerca de 150 quilos e é toda confeccionada em concreto.”
Ele acredita que foi mais um ato de vandalismo de jovens da cidade e de visitantes. “Ninguém viu e nem ouviu nada. O vandalismo pode ter sido feito durante a madrugada.”
A Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro, também foi vítima dos vândalos. Na semana passada, vidros laterais do templo católico foram quebrados a pedradas.
O quebra-quebra de vidros aconteceu na madrugada da quarta-feira, explica a missionária Adriana da Silva. “Na quarta-feira, quando abrimos a igreja observamos que os vidros estavam quebrados. O pároco da igreja fica em Gália.”
Mesmo morando nas proximidades da Matriz, a missionária diz que não ouviu nenhum barulho que pudesse despertar os moradores e identificar os vândalos.
Os vidros do vitral e da porta já foram trocados, mas a despesa ainda não chegou, por isso a missionária ainda não sabe quanto será o prejuízo.
Alvo
Ela lembra que um ou outro vidro sempre é quebrado. Porém, na grande proporção como foi desta vez nunca havia ocorrido. Foram quebrados mais de 10 vidros e de diferentes tamanhos e cores.
Na mesma lateral da igreja onde foram quebrados os vidros é possível encontrar restos de latas, copos e pratos descartáveis queimados. O local, possivelmente, é usado por jovens para o consumo de entorpecentes.
Investigação
Para o delegado titular de Avaí, José Firmino de Oliveira, tanto a destruição da imagem quanto a dos vidros da igreja é produto de vandalismo. Ele explicou que o caso da imagem está sendo apurado. “A quebra de vidros da igreja não foi registrada. A depredação da imagem está sendo investigada, mas não chegamos à autoria.”
Oliveira não descarta a possibilidade de o autor ser de outro município. “Em seis anos, houve um único caso semelhante. Vândalos entraram em uma capela da cidade e a remexeram. Na época, identificamos os autores”, relembra.