Brasília - O Superior Tribunal Federal (STJ) suspendeu o sigilo da denúncia do Ministério Público Federal oferecida na última segunda-feira, contra 61 pessoas - entre elas, o sócio-diretor da Gautama, Zuleido Veras, o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) e os governadores Jackson Lago (PDT) e Teotônio Vilela (PSDB). Eles são acusados de envolvimento com a máfia das obras, desarticulada pela Operação Navalha, da PF (Polícia Federal).
Os acusados foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, fraudes em licitações e crimes contra o sistema financeiro.
A Procuradoria trabalha na denúncia desde maio de 2007, quando a PF deflagrou a operação. A quadrilha atuava no Distrito Federal e em nove Estados - Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo- infiltrada nos governos federal, estadual e municipal.
Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas.
A decisão de suspender o sigilo da denúncia foi da relatora do inquérito, ministra Eliana Calmon.