10 de julho de 2026
Nacional

Vale diz que invasão de garimpeiros paralisou a estrada de ferro de Carajás

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Estrada de Ferro Carajás, localizada em em Parauapebas (836 km de Belém), permaneceu interditada ontem em conseqüência de ações de garimpeiros que invadiram o local anteontem, segundo a Vale.

A empresa enviou comunicado dizendo que a estrada de ferro não está em condições de operar por causa de “atos de vandalismo praticados pelos invasores”. A Vale obteve mandado de reintegração de posse da estrada de ferro na noite de anteontem.

A Vale afirmou que os invasores, que estariam sob a liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), retiraram grampos que fixam os trilhos ao solo em um trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram cabos de fibra ótica que passam pelos fios, o que interrompeu a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo a pneus sobre o trilho, o que danificou dormentes; e levantaram trilhos com macacos hidráulicos.

A empresa afirma que essas ações representam risco à operação de trens e coloca a segurança dos passageiros em risco. A Vale contabilizou, entre os prejuízos da invasão, que 285 mil toneladas de minério de ferro deixam de ser transportadas por causa dos danos à estrada de ferro.

Em seu comunicado, a Vale afirma que as invasões são usadas como instrumento de pressão. “A ação do MST demonstra que esse tipo de prática criminosa será mantida até que os governos federal e do Estado do Pará tomem as medidas necessárias para a solução definitiva do problema”, diz o texto.