08 de julho de 2026
Regional

Corpo de estudante é localizado em Lins

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Lins - A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) pediu a prisão temporária do namorado da adolescente Ana Carolina Alves dos Santos, 14 anos, cujo corpo foi encontrado em uma cova num canavial de Lins (102 quilômetros de Bauru).

A estudante estava desaparecida desde o início da semana passada. Sua cova foi localizada por um lavrador na tarde de anteontem em uma fazenda próxima à rodovia Lins-Monlevade. De acordo com Wellington Martinez Hernandes, delegado titular da DIG, o lavrador teria passado no local e visto que o cachorro estava mexendo na cova. “Ele acabou falando para uma outra pessoa, que comunicou a polícia”, conta Hernandez.

Desde o desaparecimento da adolescente, a DIG investigava o caso e desconfiava do namorado da vítima, Rafael Vinícius da Silva, 20 anos. “Ele foi preso e confessou o crime”, confirma o delegado.

“Durante o sumiço dela, nós tínhamos feito várias investigações e havia uma suspeita sobre ele. Ele foi trazido aqui depois que encontramos o corpo. Ele contou uma história que não era verdadeira. Fizemos mais algumas diligências e então ele viu que não tinha mais como negar e acabou colaborando com as investigações”, detalha Hernandez.

Motivo

O motivo do crime ainda está sendo investigado, mas, segundo o delegado, tem a ver com o processo de estelionato que o acusado respondia na Justiça. “Ele tinha brigado com ela no domingo. Ela ameaçava prestar depoimento no Fórum. Tinha uma audiência marcada e neste depoimento ela iria prejudicá-lo. Ele, então, resolveu matá-la. É um fato que nós estamos apurando”, explica o titular da DIG.

Rafael teria estrangulado a namorada na manhã do dia 5. Em seguida, teria colocado o corpo no porta-malas de um veículo e levado até o canavial, onde a enterrou na cova previamente preparada.

O corpo da estudante, que morava no bairro Bom Viver, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares, que deverão determinar se ela foi enterrada viva e se sofreu violência sexual.

A prisão temporária do acusado, por 30 dias, foi solicitada à Justiça pelo delegado que o indiciou por homicídio qualificado. Caso seja condenado, ele poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão pelo homicídio da namorada.