Seja qual for o bairro, de Bauru, com maior ou menor intensidade, os buracos estão lá, sempre atrapalhando. Por não perdoarem ninguém, as reclamações surgem das regiões mais variadas. O caso é mais sério quando a queixa vem acompanhada por prejuízos e relatos de ferimentos.
Numa motocicleta, o funcionário do empresário Jurandir Sérgio Posca, por exemplo, acidentou-se ontem pela manhã por conta de um deles, no Distrito Industrial 3. Ao tentar desviar de uma cratera, caiu em outra. “Ele se arrebentou, quebrou a perna. Foi socorrido pelo Resgate. Acabou com a moto”, conta Posca. Além da dor física, o rapaz ainda amargou prejuízo de R$ 1.500,00. Terá de desembolsar o valor para voltar a circular sobre duas rodas.
“O asfalto aqui nunca teve manutenção. Está desfarelando. Dizem que vão mandar o tapa-buracos, mas fica só na promessa. O pavimento está em estado de decomposição”, reitera. Para não arriscar uma queda, Tiego Pereira de Oliveira desembarca da moto para transitar na rua de casa, situada na quadra 22 da rua Professor Antônio Guedes de Azevedo, na Vila Industrial. De acordo com ele, as ruas adjacentes também foram tomadas pelos buracos.
Por conta deles, o fiscal de segurança Rodolfo Aparecido Charlois teme enfrentar prejuízos no Núcleo Habitacional Nobuji Nagasawa. Na via onde mora, quase caiu com o carro dentro de uma cratera. “A gente ligou e pediram para ir ao Poupatempo. Minha mulher foi lá, mas ninguém vem resolver. Um vizinho meu que estava em obras, concretou um trecho. Se não era impossível sair de casa”, comenta.
Calamidade
O clima no Parque Vista Alegre também é de revolta. Sem asfalto, a quadra 1 da rua Santa Rosa é só buraco, diz o aposentado José Alves da Silva. “Não dá nem para entrar com o carro na garagem. É uma calamidade”, classifica. Ele conta que tem dois terrenos nesta rua sem pavimentação (embora outras tenham asfalto), mas que desistiu de investir em qualquer obra.
Quando a prefeitura vai num dia colocar terra no local, a chuva aproveita para desfazer o serviço, conta. Prejuízo também enfrentou um morador da Vila Alto Paraíso, que preferiu não declinar o nome. Ele bateu num veículo estacionado ao desviar de um buraco situando na rua Francisco Ministro Zani. As ruas Salvador Filardi e José Carlos Mariano, na Vila Industrial, também foram dignas de reclamação em virtude dos buracos onipresentes.
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Cronograma
A Secretaria Municipal de Obras informou, por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa, que as ruas citadas pela reportagem estão incluídas no cronograma de trabalho da pasta e serão atendidas dentro do menor prazo possível.
A única exceção é a rua Professor Antônio Guedes de Azevedo, cuja situação não foi informada pela reportagem à prefeitura em virtude do horário em que a reclamação foi registrada. Ontem, as equipes de tapa-buracos trabalharam na região do Núcleo Presidente Geisel.