09 de julho de 2026
Cultura

Toneladas de funk e puro balanço

Diego Molina colaborou Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de um atraso de aproximadamente 40 minutos, o Funk Como Le Gusta finalmente subiu ao palco do Vitória Régia. Devidamente desculpados pelo público, os músicos responderam à altura e celebraram o funk, o soul e o samba em seu baile da pesada de puro balanço brasileiro, cumprindo a promessa de que a espera valeria a pena.

Entre as faixas instrumentais – que o público conhecia bem e acompanhava com palmas ou “cantando” com os metais – e os grandes hits do combo paulistano, bem comandados pelos vocalistas Emerson Villani, Juliano Papi e Reginaldo 16, não faltou animação e suingue, que colocaram o Vitória Régia para dançar.

O FCLG abriu o show com “Vertiplano” e “Funk de Bamba”. Vieram depois “Nervosa”, “S.O.S”, “Call me at Cleo’s”, “Aos Truta”, “Funk Brother Soul”, “Somos do Funk” e a pesada “16 Toneladas”. Para encerrar de bem com a galera bauruense, já por volta de 1h45, o combo tocou “Zambação” e celebrou a ótima acolhida da Virada Cultural.

Outra comemoração foi a vinda do trombonista bauruense Tiquinho, que não havia conseguido acompanhar o FCLG em seus últimos shows em Bauru, devido a outros compromissos musicais. Presença não apenas especial para os fãs. Foi a primeira vez também que o músico retornou a cidade depois da morte da mãe, no ano passado. “Não esperava encontrar tanta gente. Foi um show muito especial, minha volta à cidade não poderia ter sido melhor”, conta Tiquinho que ainda aproveitou a passagem por Bauru para visitar os parentes e os amigos mais próximos.

Por outro lado, o insólito do show foi o constrangimento de ver o “apresentador” do palco principal cortar a tradicional introdução do Funk Como Le Gusta (“Vejam como é deliciosa essa sensação de paz, paz, paz...”) para anunciar que alguma pessoa perdida encontrava-se ao lado do palco e, em seguida, tentar consertar e chamar a banda. Vergonha alheia, como se diz.