08 de julho de 2026
Nacional

Minc diz que manterá projetos de Marina

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Na tentativa de mostrar união na transição de cargo na pasta do Meio Ambiente, a ex-ministra Marina Silva se reuniu ontem, por mais de duas horas, com o novo ministro Carlos Minc para discutir a continuidade dos trabalhos no ministério.

Ao lado de Marina, Minc assegurou que vai trabalhar para manter os principais programas e ações iniciadas pela ex-ministra. “Eu converso sempre com a Marina, e espero que nossos passos tenham sustentabilidade no Senado e na Amazônia. A nossa idéia sobre desenvolvimento ambiental é idêntica. Há questões que estão acima das pessoas, questão ambiental não pode perder esta continuidade.”

Marina, por sua vez, disse que uma “trajetória de vida” em comum com o novo ministro na defesa do Meio Ambiente. Na opinião da ex-ministra, o maior desafio de Minc será garantir a agenda de sustentabilidade do Meio Ambiente no país.

Questionado se adotará um estilo de confronto, ao contrário da tranqüilidade exercida por Marina, Minc disse que também é uma pessoa paciente - por isso estaria disposto a enfrentar desafios deixados por Marina na pasta.

“Eu sou de gênero insistente, persistente. Mais cada um de nós tem o seu estilo. O presidente Lula compartilha de nossas agendas, com ações na Amazônia e regularização fundiária e ambiental.”

Minc disse que o encontro foi a seu pedido e fez um apelo para que Marina continue como conselheira quando assumir o cargo. “Foi a primeira conversa, espero que não seja a última e espero que você não me deixe só”, afirmou ele, dirigindo-se à ex-ministra.

Marina disse que o presidente Lula vem recebendo o apoio da sociedade para reposicionar a agenda ambiental do país - numa defesa direta à preservação do meio ambiente frente ao desenvolvimento econômico, motivo que provocou sua saída do cargo.

Amazônia

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que estão contingenciados nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse ontem que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.