08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A dívida boa e a má dívida


| Tempo de leitura: 1 min

Otimistas de plantão acreditam que a gestão do sr. prefeito Tuga (sem partido e sem tomar partido) tenha tido o mérito de sanear as finanças públicas. Ledo engano, pois, na verdade verdadeira dos fatos, ele herdou um “abacaxi” financeiro de seu antecessor (dívidas de curto e médio prazos) e vai deixar para seu sucessor um “abacaxi” maior ainda (dívidas de longo prazo).

Agora, e a dívida social, e a dívida estrutural, e a dívida político-partidária, como ficam? Isso sem falar das dívidas das (falsas) promessas da campanha eleitoral. Agora, as eleições estão aí de novo e o melhor termômetro para aferir os resultados práticos (não os da boa intenção) da gestão do sr. Tuga passa necessariamente pela resposta popular a três questões basiquinhas: o que mudou para melhor, o que simplesmente não mudou, e o que mudou para pior?

A explicação mais corriqueira que anda na boca dos mais otimistas é de que ele não fez “quase nada” porque optou por não deixar novas dívidas. Agora, será essa explicação convincente aos olhos e à realidade do cidadão contribuinte, do eleitor, será? Seja como for, dívida é como o colesterol, tem o bom e o mau, e político é como vinho, existem safras e safras. De qualquer forma o bonito céu de Bauru virou uma constelação de dívidas e a realidade está aí e já começa a cobrar a conta.

Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493