• À italiana
O Spada TS Codatronca agora é realidade. A Spadaconcept, estúdio italiano de design sediado em Turim, confirmou a produção do primeiro esportivo desenvolvido totalmente pela empresa. Apresentado no Salão de Montecarlo, que é especializado em carros fora-de-série, no fim de abril, o modelo será fabricado e comercializado pela Spada-VettureSport, divisão criada pela Spadaconcept. Outro automóvel em desenvolvimento pela agora montadora é a variante mais potente do Codatronca: o TSS, que pode ser apresentado até o fim do ano.
O fabricante não divulgou muitos detalhes sobre o conjunto mecânico do TS Codatronca, mas sabe-se que o propulsor vai gerar mais de 600 cavalos e deve alcançar a velocidade máxima em 340 km/h. O lançamento do carro no mercado europeu ainda não tem data prevista, pois ainda depende de acordos feitos com o fornecedores de componentes.
• SUV goiano
Agora é oficial: o SUV compacto Hyundai Tucson, atual “best seller” entre os veículos importados no Brasil, será produzido no país. Depois de fechar a contrato de exclusividade com a montadora sul-coreana, o Grupo Caoa corre para estruturar a nova linha de montagem na fábrica Anápolis, em Goiás, onde já é feito o chassi-cabine HR. O acordo tem validade de 10 anos e agrega também a construção de um sedã de luxo, ainda indefinido.
Na planta goiana serão produzidas cerca de 2 mil unidades do SUV por mês e os primeiros modelos devem começar a sair do forno no segundo semestre do ano que vem. A grande demanda brasileira pelo SUV - no mês de abril, o Tucson vendeu 1.656 modelos - é o maior incentivo para a “nacionalização” do veículo.
Atualmente, a fábrica goiana produz 900 unidades ao mês do HR, com 600 empregados. Com a chegada dos SUVs da Hyundai, serão criados mais 600 empregos para suprir a nova produção. A nova linha vai reunir investimentos de R$ 300 milhões.
O contrato com o Grupo Caoa surge ao mesmo tempo em que a Hyundai tenta erguer uma fábrica própria no Brasil. O entrave para a fabricante, porém, continua sendo a multa de estimados R$ 1 bilhão que terá de pagar por conta da Asia Motors, que pertencia à também sul-coreana Kia. Ao comprá-las, a Hyundai também herdou a multa da Asia, que recebeu incentivos fiscais para erguer uma planta na Bahia que - com a venda da Kia - nunca saiu do papel.