Moradores da alameda Copérnico, no Parque Roosevelt, fecharam a rua, ontem pela manhã, em protesto contra a poeira que toma conta do lugar. Mesmo sem asfalto, a rua é local de passagem de ônibus, o que causa transtorno aos moradores. De acordo com a consultora Irene Orlandi de Souza, o ônibus ficou cinco meses sem passar pela via, após um abaixo-assinado encaminhado à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
No entanto, desde segunda-feira, eles voltaram a circular na rua, trazendo de volta a poeira. “Essa rua era para ter sido asfaltada na época do Nilson Costa, mas ele usou os recursos para asfaltar a rua debaixo. Então, que o ônibus passe na rua que tem asfalto. Irene acusa o presidente da Associação dos Moradores do Parque Roosevelt, Luiz Carlos da Silva, de articular a volta do ônibus à alameda Copérnico por interesses pessoais.
Silva alega, entretanto, que o abaixo-assinado era para o asfalto e não para tirar o ônibus e que o desvio de itinerário prejudica os moradores das primeiras quadras da rua. “A briga era pelo asfalto, depois que eles assinaram, é que mudaram o texto”, acusou.
O presidente da associação disse ainda que o combinado era o ônibus não passar até que consertada a rua. Segundo Irene, a via não foi arrumada, mas apenas jogaram terra por cima dos buracos.
De fato, a condição de tráfego na alameda Copérnico é péssima, mas Silva alega que ela está boa para transitar. “Um motorista de ônibus veio aqui com o técnico da empresa e aprovou”, disse.