11 de julho de 2026
Nacional

Cerca de 60 mil são prejudicados por quebra de trem em São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Cerca de 60 mil pessoas foram afetadas pela paralisação de um trem integrante do sistema de transportes metropolitanos de São Paulo durante quase quatro horas na manhã de ontem. De acordo com o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Álvaro Armond, cerca de 10 mil pessoas desceram de trens e seguiram a pé rumo às estações mais próximas - Brás ou Tatuapé - ou tentaram acessar a linha 3 - vermelha do metrô.

Os problemas começaram por volta das 6h50. Um trem da linha 11-coral (Luz-Guaianazes/Guaianazes-Estudantes), antiga Expresso Leste, quebrou depois de deixar a estação Tatuapé, cerca de 800 metros antes da estação Brás. Cerca de 2.000 pessoas estavam na composição que é formada por oito carros e duas cabines -uma em cada ponta do trem.

Uma análise preliminar da área técnica da empresa aponta que dois carros apresentaram problemas nos freios.Segundo o gerente de operações da CPTM, Mário Fioratti, o condutor parou o trem ao perceber o problema. O funcionário da empresa avisou os passageiros e informou que ele iria ocupar a cabine do lado oposto do trem para levá-lo de volta até a estação Tatuapé.

Fioratti afirmou que mesmo com dois dos oito carros com problemas seria possível realizar a manobra. Neste intervalo, os passageiros acionaram dispositivos de emergência da composição, o que impediu o veículo de se movimentar.

Ainda de acordo com o gerente de operações, a intenção do condutor era fazer com que os passageiros descessem e embarcassem na estação Tatuapé, e depois levar o trem para reparo. Os passageiros que desceram caminharam nos trilhos da linha 11-coral. Alguns também invadiram a linha 12-safira (Brás-Calmon Viana, antiga linha F), que no trecho entre Tatuapé e Brás segue em paralelo à linha 11.

A ocupação nas malhas férreas provocou um efeito cascata nos dois sentidos das linhas -o centro e o bairro (zona leste).

Invasão

Segundo o diretor operações da CPTM, Atilio Nerilo, o problema apresentado nos freios dos dois carros era de fácil resolução. O que provocou o caos foi o fato de os passageiros terem ocupado as malhas férreas.

“Por uma questão de segurança, não era possível a circulação dos trens enquanto os passageiros ocupavam a via”, afirmou.

Retomada

Somente quase quatro horas depois do problema, às 10h35, as operações foram retomadas nos trechos, com intervalos de 10 minutos a 12 minutos de intervalo no chamado “horário de vale” - entre os horários de pico.