08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Péssima aliança


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Rodrigo Agostinho fez seu nome como ambientalista e trabalhou eficientemente nos cargos que ocupou. Ao contrário dos “desenvolvimentistas”, que não pensam nas conseqüências da ampliação do nosso Plano Diretor, como Marcelo Borges, Arildo, Garmes e outros, o pronunciamento de Rodrigo na Câmara, preocupado com as “emendas” ao PD e contra o aumento da área urbana (19/05/08), foi uma verdadeira aula de bom senso e capacidade. Agora, para nosso espanto, lança-se a prefeito e compõe com o PT, partido do governo federal que acumula uma errônea política imediatista de “investimento” econômico desenfreado e o envolvimento em escândalos, conchavos e inchaço de gastos públicos. Esse não é o perfil de Rodrigo, nem de Majô, nossa representante íntegra e capaz. Tinha que compor com ela. (Afinal, quem é Estela Almagro e qual a importância dela para Bauru?) A candidatura de Rodrigo começou mal. Não dá para votar nele com Estela para vice.

Ler o excelente artigo de Zarcillo Barbosa, “A virgem da floresta” (JC, 18/05/08 - sobre a triste saída da ministra Marina Silva), ajuda a entender a política federal tacanha de meio ambiente. Elogia-se o desenvolvimento econômico do governo Lula e a popularidade dele aumenta, mas, como diz Zarcillo, “os gastos públicos crescem a uma taxa anual (absurda) de 9,4%, cerca de duas vezes mais do que a taxa de crescimento anual do País”. É bom para banqueiros e especuladores, e é bom também para os bolsos dos políticos e para as categorias federais que receberão aumento de até 100%! Militares, 40%, e etc. - e o povo no máximo 5% - e absurdos impostos para manter essa bomba-relógio.

E, mais, mudança de regras propostas pelo governo federal ameaça o Sesc, Senac, Senai e Sesi. Será que vão mesmo mexer com a única coisa que funciona bem neste país?

Pérsio F. Marques - RG 11.446.385