09 de julho de 2026
Nacional

Professora percorre 8 km na contramão na Imigrantes

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Uma professora aposentada de 58 anos dirigiu por cerca de oito quilômetros na contramão na rodovia dos Imigrantes na noite de ontem, em pleno horário de pico da descida para o litoral durante o feriado.

Com o seu Fiat Uno 2007, ela obrigou cerca de 350 carros a desviarem do seu veículo, furou um bloqueio policial e só parou ao chegar perto de um posto da Polícia Rodoviária Estadual. À polícia, ela alegou que decidiu voltar pela contramão após perceber que não teria dinheiro para pagar o pedágio.

Segundo a concessionária Ecovias, responsável pela administração da rodovia, funcionários do pedágio do km 32 da Imigrantes viram, por volta das 22h10 de anteontem, o Uno da professora Lídia Vitielo parar a cerca de 300 metros da praça de cobrança. Ela manobrou, entrou na contramão pela pista da esquerda e acelerou em direção a São Paulo.

Durante o trajeto pela contramão, ela foi acompanhada por um carro da Polícia Rodoviária Estadual que vinha pelo acostamento. Funcionários da Ecovias e da polícia tentaram diminuir o fluxo de veículos que iam em direção à aposentada montando um “falso comboio’’ - veículos da concessionária foram para a pista para forçar os demais motoristas a reduzir a velocidade - na altura do km 24 da rodovia, segundo Eduardo Gregório, gerente de operações da concessionária.

Simultaneamente, policiais rodoviários montaram um bloqueio parcial da pista na altura do km 25. A aposentada, porém, desviou o carro do bloqueio e não parou.

Depois de guiar por um período de sete minutos, a aposentada decidiu parar. O espelho retrovisor e o vidro da lateral traseira do veículo estavam danificados.

Exames

A professora foi detida e levada para o pronto-socorro municipal de São Bernardo do Campo, no ABC. Isso porque, segundo a polícia, ela aparentava estar embriagada e não tinha condições de ser interrogada.

Ela concordou em fazer um exame de sangue que revelará se ela consumiu bebida alcoólica. Após passar a noite em observação no hospital, foi liberada na manhã de hoje.

O resultado do exame determinará se ela será indiciada por dirigir embriagada. Caso o exame dê negativo, ela responderá apenas por direção perigosa. No carro da aposentada, foram encontradas três latas de cerveja fechadas.

Uma amiga da filha adotiva de Lídia disse que a aposentada é alcoólatra e sofre de problemas psicológicos. Ela, ainda segundo essa amiga, foi internada por cerca de dois meses em um hospital psiquiátrico. A filha dela, Roseli Frederico, 40, disse que a professora havia saído de casa, em São Roque (a 59 km de SP) na terça-feira dizendo que iria a um médico. “Ela já tinha dito que queria me matar’’, disse.

Dinheiro

Em depoimento à polícia, a professora alegou que não tinha dinheiro para pagar o pedágio, no valor de R$ 15,40.