11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Mutirão da Cidadania orienta os empreendedores informais

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Na próxima quarta-feira será realizada em mais de 250 municípios, incluindo Bauru, a segunda etapa do Mutirão da Cidadania Empresarial. O evento é promovido pelo Banco do Brasil (BB) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Receita Federal do Brasil, Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O objetivo é orientar empreendedores informais sobre os procedimentos necessários para formalizar seu negócio.

O mutirão é gratuito e, em Bauru, será realizado no auditório do Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio), localizado na quadra 17 da avenida Nações Unidas, das 9h às 17h. Segundo a assessoria de imprensa do BB, a iniciativa faz parte das comemorações dos 200 anos da instituição.

De acordo com os gerentes de administração e de relacionamento do BB em Bauru, Marcos Antonio Ochiussi e Fábio Roberto Mininel, durante o mutirão os participantes terão à sua disposição funcionários de todas as instituições parceiras reunidos no local. Além de receber informações sobre formalização de empresas, também serão prestadas orientações técnica, empresarial e sobre crédito aos empreendedores informais que pretendem expandir sua atividade.

“No dia do evento, os participantes terão acesso a todas as informações necessárias sobre o assunto no mesmo local. Os funcionários do Banco do Brasil vão orientar sobre linhas de crédito, os do Sebrae vão explicar sobre as vantagens de sair da informalidade, os da Fenacon falarão sobre os procedimentos necessários para a abertura de uma empresa, e assim por diante. O objetivo é de que os participantes saiam de lá sabendo tudo o que precisam fazer para se enquadrar no comércio formal”, observa Ochiussi.

Segundo ele, em Bauru a primeira etapa do Mutirão da Cidadania Empresarial foi realizada em novembro do ano passado. Na próxima quarta-feira, o gerente espera receber um número maior de participantes. Na região, em Jaú também será realizado o evento no dia 28.

Emprego e renda

Segundo o diretor de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, José Carlos Soares, a elevação da renda da população brasileira refletiu diretamente nos pequenos empreendimentos, representando oportunidade de expandir seu mercado e conquistar novos consumidores.

“Sabemos que a classe C é formada por cerca de 86 milhões de brasileiros que têm acesso a crédito e desejam consumir. Assim, realizar o Mutirão da Cidadania Empresarial, com a finalidade de prestar orientações adequadas aos empreendedores que se encontram na informalidade, significa proporcionar uma base maior de empresas legais que geram trabalho e renda”, explica.

As instituições que realizam o mutirão avaliam que as ações de apoio à formalização de empreendedores poderão promover o desenvolvimento sustentável das empresas em níveis local e regional por meio do financiamento às atividades produtivas e, conseqüentemente, gerar trabalho e renda nas comunidades. Ao formalizar sua empresa, o empreendedor pode usufruir de incentivos fiscais, participar de concorrência pública, solicitar empréstimos e financiamentos em instituições financeiras e de desenvolvimento, entre outras vantagens.

Na primeira etapa do mutirão, realizada de 20 a 23 de novembro do ano passado em 252 municípios brasileiros, foram realizados mais de 20 mil atendimentos. Para este ano, a expectativa dos organizadores é de receber 25 mil participantes.

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Crédito

Mais de 72% dos micro e pequenos empresários informais utilizam recursos próprios ou de familiares para começar seu próprio negócio. A informação foi obtida a partir de questionário aplicado aos participantes da primeira edição do Mutirão da Cidadania Empresarial. Foram respondidos mais de 4 mil questionários por empreendedores de 252 municípios brasileiros.

O levantamento também apontou que, na informalidade, os empreendedores tendem a pagar taxas de juros mais elevadas do que aquelas disponíveis a empresas formalizadas. Dos mais de 4 mil entrevistados, 40,7% disseram utilizar crédito pessoal para investir no seu negócio, sendo que 29% usam cheque especial e 25%, cartão de crédito.