10 de julho de 2026
Polícia

Polícia continua investigando o assassinato

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem foi ponto facultativo nas repartições estaduais, mas para a equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), foi mais um dia de trabalho. O delegado Ricardo Dias aproveitou a calmaria do feriado prolongado e ouviu formalmente algumas pessoas próximas a José Roberto Franco, o Sapé, que foi achado morto com dois tiros na quarta-feira passada, no Vale do Igapó.

Dias investiga o autor e o motivo do crime. Como muitos amigos do ex-secretário municipal de Esportes e Lazer são de outras cidades e vieram a Bauru para acompanhar o funeral, o delegado aproveitou para adiantar o inquérito policial. “Estamos angariando o máximo de informações possíveis para que possamos chegar à alguma conclusão”, afirma.

Para não atrapalhar as investigações, a polícia não revela detalhes sobre o caso, mas de acordo com o delegado, a DIG recebeu muitas informações sobre o crime, que deverão ser checadas. “Devemos analisar tudo e centrar no que é mais coerente”, observa.

E as investigações podem continuar neste final de semana. “Se for necessário, trabalharemos no sábado e no domingo, desde que haja informação relevante a ser checada”, garante Dias.

Além dos depoimentos, que devem continuar na próxima semana, a polícia ainda aguarda resultados dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística.

Conforme já divulgado pelo JC, as duas balas que atingiram Sapé, aparentemente, são de calibre 38, porém, até que alguma arma seja relacionada ao crime, não é possível avaliar se os projéteis partiram de revólveres diferentes ou se foram dois disparos da mesma arma. Sapé também não apresentava nenhuma marca de lesão, o que leva a crer que ele não teve chance de defesa.

Para a Polícia Civil, Sapé deve ter sido morto em um lugar diferente de onde foi encontrado. A hipótese foi levantada pela própria Polícia Civil, para quem os indícios apontam que o carro foi deixado no local após ele te sido assassinado. A polícia também não acredita na possibilidade de latrocínico - roubo seguido de morte.