Quem é que não gosta de estar acompanhado de pessoas que estão sempre de bom humor, otimistas e com o astral sempre elevado? Isso mostra que a alegria faz bem não só para quem é alegre, mas também para quem está a seu lado.
A assistente social Eliana do Amaral Fermino, 45 anos, é uma das beneficiadas por esse tipo de relacionamento. Há 23 anos, ela conheceu a secretária Madalena Pelissari Bittencourt, 47 anos. Desde então, tem passado momentos de pura felicidade.
“Ela é daquelas pessoas que contagiam o ambiente em que estão. Ela deixa a gente lá em cima, mexe com a nossa auto-estima e isso faz um bem danado”, confessa.
Madalena, por sua vez, desconversa. “Se eu for metade do que me falam, fico muito feliz.” Ela acha que as pessoas exageram no elogio. “O que eu faço é ressaltar as qualidades e a beleza das pessoas”, diz ela.
Madalena relata que certa vez elogiou a cor dos olhos de uma funcionária da prefeitura que a estava atendendo e o resultado foi um atendimento nota 10. “Só faltou ela me trazer um café de tão contente que ficou”, lembra.
A secretária teria todos os motivos para ser uma pessoa triste, ressentida e mal-humorada. Foram muitas notícias negativas em pouco tempo. Em 2001, ela perdeu o pai. Em 2002, a mãe faleceu. Em 2003, o filho de 20 anos morreu em um acidente de trânsito. E em 2004, perdeu uma sobrinha. Parentes e amigos mais próximos achavam que Madalena iria fraquejar diante de situações tão desfavoráveis. Mas, para alegria de todos, não foi isso que aconteceu. “Sou humana, tenho momentos de fraqueza, mas logo volto a sorrir”, diz. Na opinião dela, é possível extrair coisas boas dos momentos tristes.
O fato de ter crescido no seio de uma família que sempre cultivou o amor e o respeito é apontado por ela como uma das razões pela sua alegria, mas ela também indica outros motivos.
Madalena freqüenta academia praticamente todos os dias. São quase duas horas diárias de atividade física. “Acredito que isso ajuda muito na minha disposição. É um momento em que esqueço dos problemas e ainda faço novas amizades”.
Reny de Almeida Barros Marono, 81 anos, também é apontada pelas pessoas que a conhecem como outro exemplo de quem consegue mudar o ambiente em que está, dando um ar mais alegre.
Ela também é da opinião que o otimismo tem de ser preservado até mesmo em momentos de grandes dificuldades. Segundo Reny, as palavras negativas, como inveja e ódio, precisam ser riscadas da vida das pessoas. Na opinião dela, as palavras têm peso. Por isso, é preciso ter muito cuidado com elas.
Ela conta que, apesar da idade avançada, a saúde está muito bem. “Quase não tenho colesterol nem pressão alta. Só um pouco de diabetes. Fui me consultar esses dias e o médico me deu os parabéns”, comenta. Segundo ela, a alegria e o otimismo que ela procura preservar teve influência decisiva nesses resultados positivos.
A receita para uma vida mais feliz, na opinião dela, é ter mais paciência, tolerância, equilíbrio e procurar ouvir mais do que falar. Outra dica é saber agradecer cada conquista, por menor que seja.