08 de julho de 2026
Regional

Banco de leite quer mais doadoras para salvar mais vidas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A situação do banco de leite humano do Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) é preocupante. Atualmente, a unidade tem apenas pouco mais de 12 litros de leite para atender uma demanda de seis crianças por dia.

Para se ter uma idéia mais precisa da situação, o ideal seria que o banco de leite recebesse, todos os dias, pouco mais de três litros.

Se não houver doações, segundo explica a coordenadora do banco de leite, a enfermeira Patrícia Kelly Silvestre, o estoque dará apenas para quatro dias. “Se fossem atendidos todos os recém-nascidos internados na UTI e berçário do HC com Leite Humano Pasteurizado, nosso estoque nem chegaria aos quatro dias”, afirma.

Patrícia Kelly lembra que a produção de leite precisa ser estimulada. E muitas mães acabam ficando sem leite justamente porque os recém-nascidos que ficam na UTI muitas vezes não têm condições de serem amamentados no peito. “Por isso é tão importante o papel do bancos de leite, principalmente para os bebês prematuros, de baixo peso e de tantas outras patologias”, explica.

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Para doar

Para ser doadora, a mulher precisa estar amamentando o seu filho, ter leite em excesso, estar bem de saúde. Após serem checagem dos pré-requisitos, a equipe de Banco de Leite visita a futura doadora e dá as orientações quanto aos cuidados com a ordenha do leite e armazenamento.

A mulher que se dispõe a doar leite não precisa sair de sua casa e não terá gasto algum com a doação. A Unesp de Botucatu disponibiliza o material a ser utilizado na coleta, os exames necessários e a busca domiciliar do leite semanalmente. Para tirar dúvidas, o telefone de contato é (14) 3811-6410. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Vale citar que o leite materno é o único alimento capaz de atender adequadamente todas as necessidades fisiológicas do metabolismo dos bebês nos primeiros seis meses de vida.

Em 2001, a Assembléia Mundial de Saúde aprovou a recomendação do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, sem precisar de complementação como água, chás, sucos ou papas.

Só após o sexto mês, são introduzidos outros alimentos à dieta infantil, de acordo com a orientação médica. E o aleitamento materno pode ser mantido paralelamente até 2 anos ou mais, se a mãe e o bebê desejarem.