São Paulo - Doze anos depois da primeira marcha que levou 2.000 manifestantes à avenida Paulista (região central), a Parada Gay de São Paulo consolida amanhã sua projeção internacional.
Nunca o evento reuniu tantos turistas e militantes estrangeiros nem trouxe tantas atrações internacionais para as dezenas de festas que antecedem o desfile dos 22 trios elétricos.
Nas cinco maiores festas, que começaram na quarta e vão até hoje, os principais DJs são das mais diversas nacionalidades, como os americanos Peter Rauhofer, Chris Cox, Hector Fonseca, Eric Cullemberg, Mario Calegari, Richie Santana, Hex Hector e Paulo, o espanhol Iordee, o colombiano Fist, o português Carlos Fauvrelle, o mexicano Isaac Escalante e o top israelense Offer Nissim, a maior das estrelas entre o público-alvo e entusiasta da parada gay paulistana.
Segundo as operadoras dos EUA Expedia e Travelocity, já não havia vôos diretos de Nova York desde a semana passada. Vir de lá para cá, que custa entre US$ 700 e US$ 900, só era possível por US$ 2.200, ainda assim com conexão em outras cidades americanas, como Atlanta, Chicago ou Houston.
O hotel Ibis da avenida Paulista, no coração do desfile, tem 100%. Do total de hóspedes, 40% eram estrangeiros. Nos hotéis Othon, 15% dos turistas são de outros países.
Segundo estimativa da SPTuris (empresa de promoção turística e de eventos do município), a Parada Gay deve atrair neste ano 16,4 mil turistas estrangeiros, ou 5% do total de 327 mil visitantes, 20% a mais do que no ano passado e 40% a mais do que em 2006. A expectativa é que os brasileiros vindos de outras cidades e Estados deixem R$ 161 milhões, contra R$ 28 milhões de estrangeiros.
Hoje, a Parada Gay é o segundo maior evento em movimentação econômica com turismo na cidade (o primeiro é a F1) e em número de turistas (o primeiro é a Virada Cultural).
Multidão
Mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo, a expectativa dos organizadores é juntar ao menos 3,5 milhões de pessoas (entre gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros, simpatizantes e curiosos).
Embora não haja medição científica, a estimativa da Polícia Militar, baseada na ocupação de seis pessoas por metro quadrado nos 3,5 km de extensão do desfile, o evento consta do Guinness, o livro dos recordes, como o maior do mundo, a frente das paradas de San Francisco, Toronto e Nova York, até pouco tempo atrás as de maior concentração de pessoas.
Travesti do caso Ronaldo
O travesti André Luiz Albertino, conhecido como Andréia Albertine e pivô do escândalo com o jogador Ronaldo, participará da Parada em São Paulo.
Andréia, que alega ter 21 anos, recebeu diversos convites para participar do evento e, apesar de ter sua presença confirmada, ainda não decidiu em que trio elétrico desfilará.